Tentando fazer tour em SF (Dias 2 e 3)

DIA 2 (16/03 – Sexta)

Depois de uma boa noite de sono tomamos um café de manhã reforçado e saímos para nossa caminhada.

Estava frio. Muito frio. E chovendo. As vezes mais, as vezes menos, mas sempre chovendo.

Uma das razões que me fizeram escolher SF era que queria ver gente, cidade, coisas acontecendo. Esta pra mim não era uma viagem pra ver paisagem, pra relaxar, espairecer. Era pra nos deixar animados, inspirados, teria que ser profissionalmente interessante, ter novas referências, novas influências.

Com isto em mente saímos fotografando o que nos inspirava, prestando atenção nas vitrines, até chegarmos no Ferry Building para um café.

De lá passamos por onde se pega o ferry para Alcatraz. Ouvi muita gente dizer que era imperdível mas, infelizmente, perdemos. Com a chuva que estava resolvemos não arriscar. Ainda conseguimos passar na frente do Pier 39 (não, não vimos as focas), fomos ver a Lombard St e, no caminho passamos no San Francisco Arts Institute para ver um afresco do Diego Rivera e almoçamos na Little Italy.

Neste ponto ja estava MUITO desagradável. Estávamos molhados dos pés a cabeça e congelando. Nossa jaqueta de chuva já não dava mais conta do recado. Pela primeira vez num outro país não estávamos tirando o devido proveito da viagem. Com o frio e a roupa grudando não dava vontade de ver mais nada, e entrar numa loja ou restaurante era como se fosse o paraíso e não dava vontade de sair. Mesmo assim a gente não desistiu e caminhou até o Fisherman´s Wharf. Foi a gota d’água, aliás, uma tromba d’água. Compramos um guarda-chuva numa última tentativa de continuar andando, mas o vento não deixou continuar e chegamos no nosso limite: pegar um ônibus pra voltar pro hostel. Resumindo, de hoje temos poucas fotos e memórias. Uma pena. Até o ônibus chegar a cidade já estávamos mais ou menos secos, fomos fazer o que nos restava: andar no shopping.

DIA 3 (17/03 – Sábado)

Acordamos com o tempo um pouco melhor: ainda frio, mas pelo menos não chovia. E era Saint Patricks Day, então a cidade estava toda verde esperando pela Parada.

Tomamos nosso café da manhã no Ferry Building e havíamos marcado de nos encontrar com a Andréa na Golden Gate mais tarde. Como tínhamos algum tempo livre, saímos caminhando em direção a Mission. Bom, pegamos o caminho errado e saímos no meio do nada, num lugar cheio de drogados sem teto vagando pelas ruas, uma coisa que SF tem muito, pelo menos em partes do centro e certos bairros. Aliás, não sei se na verdade são tantos assim porque acho que já perdi um pouco a noção, mas se comparar com Auckland é uma infinidade monstruosa deles.

Sem conseguir wi-fi, sem saber onde estávamos e impossibilitados de encontrar a Andréa no horário, eu já estava entrando em stress. Mas no final deu tudo certo e a encontramos na marina para um lanchinho sossegado no The Grove – virei fã deste lugar. Enfim seguimos para a Golden Gate (podia chover canivete mas eu não ia embora sem ver a ponte). Tava ventando muito. MUITO mesmo. Posso dizer que ficamos no máximo 5 minutos. Foi do tipo parar, correr pra tirar umas fotos bem rápido e voltar pro ônibus. Não deu. Lado bom da história: vamos ser obrigados a voltar a SF um dia pra passar novamente por todos estes lugares :)

Amanhã é outro dia e bem cedinho embarcamos pra uma ensolarada LA. Oba!



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De repente em São Francisco (Dia 1)

Adoramos decidir viajar quase que em cima da hora, sem muito planejamento, quase que na louca mesmo.

Existe um leilão toda terça-feira no Grab a Seat da Air New Zealand que chama-se Reverse Auction, ou seja, é um leilão ao contrário. Existem alguns vôos disponíveis, domésticos e internacionais, com datas fixas de saída e retorno geralmente para 1 ou 2 pessoas. O leilão tem um horário definido, então se você estiver interessado em algum deles, preencha os dados, coloque o número do seu cartão de crédito e pronto, você estará pronto para dar um lance. O relógio começa a correr e o valor da passagem começa alto e vai diminuindo com o passar do tempo até chegar no preço de reserva. O desafio é conseguir comprar a passagem quando o tempo estiver quase acabando, no menor valor possível, antes que outra pessoa o faça.

Pois bem, cheguei numa terça feira de manhã ao trabalho e o Peter, um editor que trabalha perto de mim, sabendo que estava doida pra viajar já avisou: ‘Sabe que dia é hoje? Dia de Reverse Auction!’ Me conectei a internet o mais rapido possível pra ver se teria disponível vôos para São Francisco já que há algumas semanas andava com SF na cabeça. Pois é, tinha! E o leilão estava marcado para começar as 2 da tarde.

Liguei pro Ed, passei as datas e ele disse que por ele estava ok se eu conseguisse por um bom preço. Chamei meu chefe, mostrei as datas, e perguntei se ele REALMENTE iria precisar de mim naquelas datas… ele liberou. Oba, agora era só torcer pra não ter muita gente tão interessada quanto eu!

2 da tarde. Até então todo mundo do escritório já sabia que eu iria tentar o leilão e minha mesa se encheu de curiosos para assistir… e aumentar ainda mais meu nervosismo. Reloginho correndo e o dedo no mouse pronto pra clicar assim que chegasse beeem próximo do final do tempo. Do lado, a torcida organizada. Faltavam poucos segundos pra acabar quando, já suando frio, cliquei no lance. ‘Confirma o lance?’ aparece na tela. ‘Sim’, respondo eu. ‘Parabéns, você acabou de comprar sua passagem pra São Francisco!’  Foi uma alegria geral, até meu chefe vibrou com a festa toda.

Tínhamos 9 dias para planejar o roteiro, fazer as malas, embarcar. 9 dias nos separávamos da famosa Golden Gate. Na mesma hora contactei uma amiga que hoje mora lá, a Andréa que trabalhou comigo na TNG e ela super ajudou. Uma das primeiras coisas que ela disse foi que 9 dias em SF seria muito. ‘Vocês não vão pra LA?’ O que? LA? Até então, na minha santa ignorância (na verdade tudo foi tão rápido e não planejado que não havia tido tempo de pensar) não tinha a noção que LA pudesse ser perto de SF. Talvez alugar um carro ficasse caro, pensei. Voar tambem poderia não ser barato. Foi então que, a noite, em casa, conversando com o Ed sobre o que poderíamos fazer por lá, um email da Qantas apareceu na minha caixa de entrada avisando que os nossos air points (aqueles conseguidos lá quando fizemos a volta ao mundo) iriam expirar em pouco tempo, ‘use-os asap’, dizia. Humm… daí ligamos os pontos: air points… LA… vamos comprar nossos tickets! Depois de conseguir as passagens pra SF por menos da metade do preço, as passagens SF-LA saíram por míseros US 5 pra cada! Alegria total.

Agora faltava montar um roteiro bacana (coisa que eu adoro), e este foi o serviço do resto das semana.

DIA 1 (15/03 – Quinta)

6:30 da tarde iniciávamos nossas 13 horas de viagem até a terra do Tio San.

Chegamos numa nublada SF as 10:30 da manha do mesmo dia (graças ao fuso horário) e a primeira coisa foi sacar alguns dólares e comprar o ticket do BART (trem) para então seguirmos ao nosso hostel no centro da cidade. Tenho fascínio pelo primeiro contato com uma cidade. Não importa o quanto você já leu sobre ela, a quantidade de fotos que já viu, o quanto navegou pelo Google Street View: quando você chega aquela sensação de não saber o que esperar ao certo, as pessoas, os prédios, o som, o cheiro, a vontade de andar bem rápido pra poder ver mais e mais… é totalmente inexplicável e contagiante.

Muito cedo ainda pro check-in. Deixamos as malas no hostel e saímos de mapinha na mão a caminhar pela cidade observando cada lojinha, cada detalhe, cada pessoa. Chegamos sem querer na Chinatown. Não foi a melhor que já fomos, mas valeu pra parar num restaurante e comer alguma coisa. Estávamos famintos.

Olhamos lojas e mais lojas, depois quase levei um tombo no meio da rua, cheio de gente. Caminhamos pro hostel, na esquina eu levei um tombo, desta vez de verdade, de bunda, no meio da rua. Estatelei bonito do chão. Hello San Francisco, cheguei! rs.

Já recuperada, instalados, de banho tomado e ainda mais grogues de sono fomos encontrar a fofa da Andréa para um jantarzinho sossegado e, claro, matar as saudades. Ahhhhhhh não sei se é jet leg, mas ainda nem acredito que estou em San Francisco…



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Curio Bay

Falar que a Terra Média é um lugar de belezas selvagens e que consegue unir numa só paisagem praia, montanha e floresta é chover no molhado.
Por onde você viajar, ilha norte ou sul você vai perder o fôlego diante de variadas paisagens.
Invercargill pode ser no "fim do mundo" e basicamente é. Pode ser de díficil acesso (Invers não é rota de passagem pra lugar nenhum, você tem que querer vir aqui ou nunca conhecerá o lugar) e não ter muitos atrativos pela cidade, mas.... ainda acho que essa cidade é previlegiada pela localização.
Praia há 15 minutos do centro da cidade e mesmo assim com um visual totalmente selvagem.
Estações de esqui há duas horas de viagem.
Lagos, montanhas e atrações turísticas mundialmente famosas como Milford Sound há poucas horas de viagem
Florestas, reservas e parques nacionais por todo o lado e em alguns casos há menos de uma hora de viagem com direito a vida animal extremamente selvagem.
Na semana passada eu e Nathan decidimos ir até Curio Bay na região conhecida como The Catlins, uma grande área de belezas naturais repleta de praias, florestas, cavernas e encostas selvagens.
The Catlins é conhecida como a gema escondida da costa sudeste da ilha sul. Está localizada entre Fortrose e Kaka Point e é a região menos habitada da NZ com a maior "cidade" sendo Owaka com 400 habitantes... fala se não é tudo?!
Pois bem, depois de uma hora de viagem chegamos a Curio Bay com seu penhasco e vistas incríveis, sua floresta petrificada de 200 milhões de anos e um dos poucos lugares com uma colônia de Yellow Eyed Penguin/Hoiho (Pinguin de olho amarelo) um dos mais raros do mundo! Além de ser a casa de leões marinhos, focas e golfinhos.
A única chance de ver os pinguins é por volta do fim da tarde quando eles voltam à costa depois de um dia inteiro se alimentando no mar. Eles vivem em casais que ficam juntos por anos e gostam de fazer ninhos sempre no mesmo lugar.
Não estava nos nossos planos ficar por lá até o pôr do sol e com a minha câmera totalmente sem bateria já era decepcionante não poder tirar fotos.
Acontece que por volta das 16:30 antes de voltarmos pra casa Nathan disse que deveríamos voltar para a colônia pois ele tinha um bom pressentimento. Algumas pessoas também estavam por lá pelo mesmo motivo e pra nossa grande surpresa antes das 17h um casal de pinguins de olho amarelo surgiu por entre as pedras e logo depois um outro pinguin mais novo, provavelmente uma cria deles.
Foi muito especial poder observar esses animais tão raros e únicos. Contemplar sua beleza e seu modo desajeitado de andar.
A Terra Média continua a me deixar de boca aberta.
Próxima vez prometo carregar a camera antes de sair de casa!


Hoiho - Família de Pinguins de Olho Amarelo

 
Tão bacana!!!!
Floresta Petrificada, incrível!

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Os Kiwis e o cigarro.


Na Terra Média o cigarro é um vilão. É tão impopular quanto a maconha e outras drogas.
O governo trabalha pesado pra fazer do tabaco um produto cada vez mais dificil de ser adquirido pelo público.
Cigarro não é vendido em qualquer lugar por aqui, nunca está em local visível e se você é menor de 18 anos não pode comprar mesmo! E se mesmo assim você conseguir um cigarro, se for pego pela polícia fumando na rua vai ter problemas.
Em 2007 a NZ se tornou o terceiro país no mundo a proibir o consumo de cigarros em lugares fechados, incluindo bares e restaurantes.
Em outubro de 2009 quando fui ao Brasil pela última vez a mesma lei tinha entrado em vigor dois meses antes no Estado de São Paulo e todo mundo ainda estava reclamando muuito da nova lei, enquanto eu, já acostumado à lei kiwi tentava explicar que era uma ótima idéia!
Estou curioso pra saber se a galera já se acostumou e agora acha mesmo que é uma boa não fumar em lugares fechados.
Esta semana o governo kiwi confirmou que o projeto anti-tabagista segue firme e forte e eles esperam que por volta do ano 2015 um maço de cigarros custará por volta de NZD$100,00, não, você não leu errado... Cem Dolares por um maço de cigarros!
A idéia é que por volta de 2017 não exista cigarros à venda no país!
Agora, você que é fumante pesado e imagina como seria viver num lugar onde não existe cigarro...não venha pra essas bandas a não ser que esteja preparado para uma reabilitação forçada.
Eu sinceramente não acho que essa seja a melhor saída, concordo plenamente que o fumo é terrível para a saúde, mas simplismente varrer o tal produto do mapa é um tanto extremo.
Como ficam os tradicionalíssimos e excelente charutos cubanos?! E o milenar shisha (narguilê)? E todo os outros produtos do tabaco que não são simplismente um cigarro?!
Isso vai muito além dos meus pensamentos e o governo kiwi, diferente de outros governos ao redor do mundo que se deixam pressionar pelo lobby da indústria tabagista tem todo o controle e poder de decisão sobre o assunto.
Só imagino se um dia o governo vai se dar conta dos danos causados pelo alcóol neste país e como os kiwis não sabem como fazer uso de bebidas alcóolicas de maneira consicente e vão tentar regular e dificultar cada vez mais o consumo mesmo tratando-se de uma herança secular vinda dos ingleses (que bebem feito peixes) e que tem o mesmo impacto maléfico em grande parte da população. Hummm...nunca! hahahaha
Sou grato por ser não-fumante :-)

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Dois meses antes do Brasil

Dois meses até a viagem de férias pro Brasil...mal posso esperar!
A cada dia que passa acho que foi um erro escolher is pra lá só por três semanas, não é suficinete! Preciso de mais tempo!!!!
Mas paciencia, é o tempo que tenho e quero muuuito fazer bom uso do tempo que terei e vou!
Nathan está na melhor situação que poderia estar. Animadíssimo com a viagem e adorando saber que tem gente organizando tudo e que ele só precisa entrar no avião e aproveitar tudo.
Ainda organizando os detalhes da viagem pro Nordeste e pro Rio, porque não dá pra levar o kiwi pro outro lado do mundo sem ele ver o Cristo, Pão de Açucar, etc...
Se prepara Brasil!

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