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TERREMOTOS NO JAPÃO



Olá,

Para começar o post da semana. O que você sabe sobre terremotos?

Terremotos ou abalos sísmicos são tremores que ocorrem na superfície terrestre quando: há falhas geológicas, atividade vulcânicaou existe a junção de diferentes placas tectônicas (blocos que formam a crosta terrestre). Esse fenômeno acontece diariamente no mundo, porém a maioria tem uma intensidade muito baixa, quase que imperceptível ao corpo humano. Os lugares com maior incidência são aqueles localizados nas zonas de convergência das placas, ou seja, onde estão os países como Indonésia, Índia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Turquia, Estados Unidos, Haiti, Chile e o Japão. 

Sempre me perguntam se não tenho medo de terremotos. Respondo que sim, dá um certo medinho, mas é como eu digo, depois de um certo tempo morando aqui, isso acaba se tornando algo comum, do nosso cotidiano, e assim nos acostumamos. É como a violência no Brasil, sabemos que ela existe e adaptamos a nossa vida para evitar transtornos, e assim fazemos por aqui também. Tomamos várias precauções visando sempre à nossa segurança e dos demais cidadãos.    

Como o Japão está localizado em uma zona muito sísmica, dezenas de terremotos acontecem durante o dia. Muitos são bem fraquinhos enquanto outros de maior intensidade, podem provocar tsunamis e incêndios. No entanto, sabendo que o pais esta sujeito à esse tipo de catástrofe, o governo toma uma série de medidas para reforçar os edifícios e orientar a população. Depois da tragédia de 11 de março de 2011, quando a região de Tohoku foi atingida por um tremor de 9 graus de magnitude seguido por um tsunami,os cuidados foram redobrados. É como eu digo, se for só o terremoto, o Japão é o país mais preparado!  

Aliás, o primeiro jishin (terremoto em japonês e se escreve assim 地震) a gente nunca esquece. O meu aconteceu de madrugada e a casa começou a balançar, bem de levinho. A primeira sensação que temos é de tontura e dependendo da intensidade não conseguimos nos movimentar. O engraçado é que, depois que nos acostumamos, você só sabe que está tendo um terremoto (grau leve) quando o lustre da casa começa a balançar.

Uma coisa que não sabia e que sempre ouvia o pessoal falar ...”ah, o terremoto que pula”. Pensava, meu deus o que será isso? Existem dois tipos de tremores: o que acontece na horizontal e outro que ocorre na vertical. Na minha opinião, esse último é o pior, parece que está dando “soquinhos” embaixo da terra e sim, a casa pula .....  foi quando entendi a expressão!

No Japão, utilizamos a escala Shindo que determina a forma como o tremor é sentido no solo. A contagem vai de 0 à 7. A escala Richter, utilizada na maioria dos países, mede sua magnitude ou a quantidade de energia liberada no epicentro durante o abalo sísmico.

Como eu recebo muitas perguntas em relação á esse tema, principalmente de quem pretende morar aqui, vou detalhar alguns procedimentos importantes. Espero que os ajudem!

A primeira coisa que você deve fazer é ir à prefeitura de sua cidade e pedir orientações. Eles possuem uma série de panfletos com explicações e organizam palestras demonstrativas por províncias. Procure saber a data e o local. Todo ano, dia primeiro de setembro, data que aconteceu o Grande Terremoto de Kanto em 1923, é marcado como o Dia de Prevenção de Desastres, quando escolas, fábricas, prefeituras organizam treinamentos e eventos para conscientizar e preparar a população.

Depois, as precauções devem começar pela casa:

> Os móveis como armários, estantes, gaveteiros devem ser fixados na parede ou no teto. > Os home centers vendem ganchos em forma de L (para fixar na parede), correntes (para ficar no teto) e no caso de televisores, computadores, existe um adesivo para serem fixados nos móveis também; 
>Evite colocar qualquer coisa na parede como relógios, quadros, espelhos porque a maioria dos acidentes que acontecem durante o terremoto são de objetos que caem. Por essa razão, quando o tremor começa as pessoas são orientadas a ficarem debaixo da mesa;
> Evite colocar coisas pesadas como aparelhos de som, televisores em lugares altos;
> Deixe o caminho da saída livre;
> Deixe sempre o gás desligado;
> Quando sentir o tremor, levante-se rapidamente e destrave a porta de saída;
> Ao lado da porta de saída (nas casas aqui sempre tem um armário), deixe pronto seu Kit Terremoto; 
> Eu também deixo um roupão e uma blusa de frio caso o tremor aconteça de madrugada;
> Procure se informar na prefeitura onde fica o local de refúgio de emergência do seu bairro.

Outros tipos de precauções:

> Se estiver dirigindo no momento do tremor, mantenha a calma, segure firme o volante, desacelere e estacione em local seguro. Caso precise se abrigar, deixe a chave no contato e leve consigo documentos pessoais e objetos de valor. Importante: Não fique no interior do veiculo!
> Se estiver na rua, proteja a cabeça e vá para um local amplo e seguro;
> Se estiver próximo do mar, vá para um local alto;
> No trem segure firme e mantenha a calma. Em caso de aviso de terremoto, os trens param de funcionar até que tudo esteja bem;
> Se você tiver um Iphone, baixe um aplicativo que emite o alerta de jishin. Existem vários. Eu utilizo o Yurekuru que toca uma musiquinha sinistra segundos antes do tremor acontecer. 


Tela do app Yurekuru



> Ah .... a televisão também apita quando acontece o tremor! Logo depois na tela já aparece o mapa do Japão, destacando o local, as regiões em alerta e se há perigo de tsunami
  


Desculpe a foto torta, mas esse foi de madrugada!

Em todos os canais o mapa aparece

> Em casos de fortes tremores, as cidades possuem altos falantes que também avisam e orientam a população.
 
Bem, o post ficou um pouco longo. Há tempos queria escrever sobre esse tema porque é um assunto muito importante para quem vive aqui ou apenas pretende passear. O Japão é um país atingido por várias catástrofes naturais, só na semana passada, tivemos um tufão, dois terremotos fortes, temporais e por ai vai. Devemos sempre estar preparados.

Não listei os itens que compõe o Kit Terremoto para o post não virar um livro. Se você, leitor querido, quiser saber os itens, escreva aqui nos comentários.

Beijinhos
Thais Fioruci





Referências:
http://www.brasilescola.com/geografia/terremotos.htm
Guia Japão 2014. Páginas 153-159







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A Arte de Colecionar Momentos de Viagens

Acho que nunca contei aqui o começo da nossa paixão por viagens, mas a história é bem curta: desde pequenos já gostávamos de viajar. Minha sogra me contou que quando o Alê era bem pequenininho já gostava de ver os ônibus na estrada, as vezes pedia para que o levassem ao terminal só para que […]

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"Big Brother" de lutadores de sumô









Fonte: The China Watch





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Colírio da Hatsune Miku: Para você não tirar os olhos dela


Em parceria com a Rohto Pharmaceutical, foi lançado o colírio da Hatsune Miku, que se chama "Digi Eye".

Esse colírio foi concebido para "as pessoas que vivem na era digital". Porque irá proteger os olhos contra os danos causados pela luz azul emitida pela tela dos aparelhos eletrônicos (computadores, PS Vita).

Com isso os fãs de Hatsune Miku poderão ficar por mais tempo com os olhos fixos na tela.


Começará a ser vendido a partir do dia 13 de julho de 2014.

Fonte: RocketNews24



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FURIN – VÊM CHEGANDO O VERÃO!



Olá,

Se alguém me perguntasse se existe um som que simboliza o verão japonês, certamente responderia o tilintar emitido pelos furins.

Trazidos da China há cerca de dois mil anos atrás, através do Budismo, os Fūrin (em japonês 風鈴) são sinos de vento construídos geralmente por um cilindro de vidro com tubos suspensos. Alguns têm um papel amarrado na parte debaixo com um texto de proteção escrito. São normalmente pendurados do lado de fora das casas, apartamentos, jardins, templos ou simplesmente como um item de decoração para o jardim. São muito utilizados no verão japonês, já que o som calmo e suave emitido quando o vento balança seus pêndulos, dá uma sensação de frescor amenizando o insuportável verão japonês. 


Furins vendidos em um hyakuen shop



No passado, acreditava-se que os furins afastavam a má sorte e ajudavam a proteger as pessoas do perigo. Por isso, era comum pendurá-los nos quatro cantos de templos e santuários.

Durante os Períodos Heian (794-1185) e Kamakura (1185-1333), a aristocracia japonesa, os colocavam em suas varandas. No Período Meiji (1868-1912) tornou-se muito popular entre os japoneses, mas dizem que o preço de uma peça era equivalente a 200 a 300 milhões de ienes em dinheiro japonês de hoje. Muitas pessoas ainda se referem à ele como “Edo Furin” nome criado pelo artesão Shinohara, já que é um objeto utilizado desde aquela época até os dias atuais. 


Para todos os gostos e bolsos!


Hoje ainda existem artesãos que confeccionam furinse fazem todo o processo, desde a fundição do vidro até mesmo à pintura exclusiva feita à mão. Esse conhecimento é transmitido de pai para filho e a família Shinohara, dona da empresa Shinohara Edofurin, está em funcionamento há 4 gerações é uma das mais tradicionais no ramo.Se você quiser aprender a fazer seu próprio furin, pode fazer um workshop em Tokyo (mais informações no link abaixo).

Até mais,

Thais Fioruci


Referências:



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