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Vestígios da era Edo em Nagoya II: Caminho Cultural de Shirakabe e Chikara

Haverá sempre um espaço tradicional em qualquer cidade japonesa, por mais urbanizada que seja, incorporando o antigo ao novo, sempre de formar a harmonizar-se com o ambiente.
O vestígio da era Edo, desta postagem, está localizado em área nobre de Nagoya. 
No Caminho Cultural de Shirakabe e Chikara estão antigas residências em estilos tradicionais, misturando-se aos semi-ocidentais, que foram construídas através da Restauração Meiji . 

Outrora ocupados pela classe intermediária do clã Owari - shogunato Tokugawa - restam muitas construções tradicionais preservadas, que a administração da cidade de Nagoya designou, em 28 de maio de 1985, como sítio histórico. 

Como em qualquer lugar do mundo, casas simples em meio às mansões.
Muitas casas transformaram-se em requintados restaurantes e cafés.

Ruas tranquilas, cafés, restaurantes, construções antigas, levam turistas curiosos pela cultura - que divide o tradicional ao urbano - ao luxuoso bairro de Nagoya. 












Shirakabe, Chikara e Shumoku Machi, foram planejadas e construídas no início do século 17. Os vassalos da classe média governante, Tokugawa, viveram na área no período Edo.


Após a Restauração Meiji, os comerciantes e membros da classe alta mudaram-se para esta área, construindo mansões no estilo ocidental.
Esta casa é um museu, denominado Futaba, uma das maiores atrações do Caminho Cultural. Esta casa foi da primeira atriz do Japão, Sadayakko Kawakami e do industrial Momosuke Fukuzawa, considerado rei da energia elétrica. Apesar do estilo ocidental, os quartos são tradicionais, resultado da fusão cultural da era Taisho.
Muitas casas conservadas pertenceram aos ricos e poderosos das eras Meiji e Taisho, incluindo artistas, comerciantes, banqueiros e escritores. 

Casa de Sasuke Toyoda, o irmão mais novo de Sakichi, o fundador da Toyota, fabricante de automóveis.
Sakichi Toyoda, fundador da Toyota, bem como o irmão Risaburo, moraram na área, no entanto, a única casa intacta é a de Sasuke Toyoda.

Algumas construções novas aparecem por trás, preservando o estilo tradicional, como é o caso desta igreja, aparentemente cristã, exclusivamente para realizar cerimônias de casamento, em estilos tradicionais ou ocidentais.
Construção da igreja em estilo ocidental, preservando o período através da fachada lateral.

Esta sim, é uma Igreja Católica, em Chikara Shimokumachi, que foi construída modificando uma mansão de 1887, que pertenceu a um samurai.
Chikaramachi Katorikku Kyōkai, ou Chikaramachi Catholic Church, foi construída em 1904, por Shusai Inoue, a primeira pessoa a  divulgar o cristianismo na região de Aichi e Gifu. Foi reformada em 1985.
A primeira Igreja Católica de Nagoya tem significativa importância na evangelização, nas províncias de Aichi e Gifu.
Hori Art Museum exibe as artes em estilos tradicionais, ocidentais e do século 20 de artistas japoneses.
Abaixo, um templo.
Bunka no Michi, ou Caminho Cultural de Nagoya, compreende trechos entre Chikara e Shirakabe.
Endereço do Museu Futaba: 461-0014名古屋市東区橦木町3-23

Nagoya-shi Higashi-ku Shumokumachi 3 - 23
Mapa da área de Chikara.

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Vestígios da era Edo em Nagoya II: Caminho Cultural de Shirakabe e Chikara

Haverá sempre um espaço tradicional em qualquer cidade japonesa, por mais urbanizada que seja, incorporando o antigo ao novo, sempre de formar a harmonizar-se com o ambiente.
O vestígio da era Edo, desta postagem, está localizado em área nobre de Nagoya. 
No Caminho Cultural de Shirakabe e Chikara estão antigas residências em estilos tradicionais, misturando-se aos semi-ocidentais, que foram construídas através da Restauração Meiji . 

Outrora ocupados pela classe intermediária do clã Owari - shogunato Tokugawa - restam muitas construções tradicionais preservadas, que a administração da cidade de Nagoya designou, em 28 de maio de 1985, como sítio histórico. 

Como em qualquer lugar do mundo, casas simples em meio às mansões.
Muitas casas transformaram-se em requintados restaurantes e cafés.

Ruas tranquilas, cafés, restaurantes, construções antigas, levam turistas curiosos pela cultura - que divide o tradicional ao urbano - ao luxuoso bairro de Nagoya. 












Shirakabe, Chikara e Shumoku Machi, foram planejadas e construídas no início do século 17. Os vassalos da classe média governante, Tokugawa, viveram na área no período Edo.


Após a Restauração Meiji, os comerciantes e membros da classe alta mudaram-se para esta área, construindo mansões no estilo ocidental.
Esta casa é um museu, denominado Futaba, uma das maiores atrações do Caminho Cultural. Esta casa foi da primeira atriz do Japão, Sadayakko Kawakami e do industrial Momosuke Fukuzawa, considerado rei da energia elétrica. Apesar do estilo ocidental, os quartos são tradicionais, resultado da fusão cultural da era Taisho.
Muitas casas conservadas pertenceram aos ricos e poderosos das eras Meiji e Taisho, incluindo artistas, comerciantes, banqueiros e escritores. 

Casa de Sasuke Toyoda, o irmão mais novo de Sakichi, o fundador da Toyota, fabricante de automóveis.
Sakichi Toyoda, fundador da Toyota, bem como o irmão Risaburo, moraram na área, no entanto, a única casa intacta é a de Sasuke Toyoda.

Algumas construções novas aparecem por trás, preservando o estilo tradicional, como é o caso desta igreja, aparentemente cristã, exclusivamente para realizar cerimônias de casamento, em estilos tradicionais ou ocidentais.
Construção da igreja em estilo ocidental, preservando o período através da fachada lateral.

Esta sim, é uma Igreja Católica, em Chikara Shimokumachi, que foi construída modificando uma mansão de 1887, que pertenceu a um samurai.
Chikaramachi Katorikku Kyōkai, ou Chikaramachi Catholic Church, foi construída em 1904, por Shusai Inoue, a primeira pessoa a  divulgar o cristianismo na região de Aichi e Gifu. Foi reformada em 1985.
A primeira Igreja Católica de Nagoya tem significativa importância na evangelização, nas províncias de Aichi e Gifu.
Hori Art Museum exibe as artes em estilos tradicionais, ocidentais e do século 20 de artistas japoneses.
Abaixo, um templo.
Bunka no Michi, ou Caminho Cultural de Nagoya, compreende trechos entre Chikara e Shirakabe.
Endereço do Museu Futaba: 461-0014名古屋市東区橦木町3-23

Nagoya-shi Higashi-ku Shumokumachi 3 - 23
Mapa da área de Chikara.

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禁止・禁止・禁止


O Ministério do Japão (観光庁・かんこうちょう)resolveu agora estimular uma "saudável" discussão sobre a proibição de visitantes tatuados em hotéis e pousadas com águas termais. Isso porque no Japão, muitas delas proíbem a entrada de pessoas com tatuagens. Agora o MT propôs uma pesquisa juntas a estas casas para saber o que fazer daqui para frente, já que está proibição, não atingem somente aos mafiosos da yakusa, mas também os visitantes estrangeiros no Japão que, igualmente são proibidos de entrar. 

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Vestígios da era Edo em Nagoya: Shikemichi

Se existe algo que encanta turistas que visitam o arquipélago é a tradição e o Japão é um país que procura preservar ao máximo. Tradição, de um modo geral, nos remete à era Edo.
Embora Nagoya não esteja incluída como um dos destinos turísticos de que vem ao Japão, a cidade tem muito mais a oferecer do que se imagina.
Localizada na área central do arquipélago, contém diversas atrações na cidade, vida noturna de forma tranquila, além de muitas outras opções turísticas na região.
Nagoya tem esses locais tradicionais tão procurados pelos turistas, não amplamente divulgados. São locais históricos, pequenos trechos com acontecimentos que marcaram um período.
Conheci 3 desses lugares em Nagoya e contarei em partes.
Nesta primeira postagem vou falar sobre um local tradicional histórico, que fica na área central de Nagoya, pertinho dos locais frequentados por brasileiros, entre o Kokusai Center, ou Centro Internacional de Nagoya, e o Consulado brasileiro: Shikemichi.

Shikemichi é hoje um local com ruas estreitas, de pouco movimento, que foi construída como uma cidade, ao mesmo tempo em que iniciou a construção do Castelo de Nagoya, em 1610. 
Após a conclusão do Castelo de Nagoya, em 1612, houve a transferência da sede dos Owari, do Castelo de Kiyosu para Nagoya. 
Casas, santuários, templos, pessoas comuns, samurais e até os nomes de bairro de Kiyosu foram transferidos para este local que, mais tarde, passou a ser denominado Shikemichi. 
O distrito foi construído especialmente para os comerciantes que eram conhecidos como Kiyosu-goshi, Movimento de Kiyosu, cuja migração teve o mesmo nome. Eles comercializavam arroz, misô, saquê, sal, lenha e carvão vegetal, usando o Rio Hori, Horikawa, como canal de transporte. 
O comércio prosperou e a área desenvolveu.

Em 1700 ocorreu um grande incêndio em Nagoya e muitos estabelecimentos comerciais, templos e santuários foram destruídos. Yoshimichi Tokugawa, feudal da época, com a finalidade de evitar futuros incêndios, resolveu alargar uma rua paralela ao Horikawa. 
O alargamento da rua deu origem ao nome do local, pelas dimensões "entre 4 de largura e 7 metros de extensão". "Entre 4" é dito "Shi-ken" em japonês e "michi", significa caminho.

Novos armazéns foram construídos com paredes de gesso - que evitam a propagação do fogo - com a finalidade de proteger contra futuros incêndios. 
Foram 40 anos para que a área fosse totalmente reconstruída. As construções, casas e armazéns, datam de 1740.

Algumas construções ainda permanecem como residências.


Os armazéns transformaram-se em restaurantes, bares e café, muitos deles requintados, lojas de artigos finos e existe ainda, uma galeria de arte.

Existem painéis, pela área, com mapa para melhor se localizar.








Com a finalidade de preservar esta importante área do patrimônio da cidade, Shikemichi foi designado pela Prefeitura de Nagoya como zona histórica de conservação, em 10 de junho de 1986. 


Santuário Yanegamisama


Em uma rua transversal, um santuário denominado Yanegamisama. 
Yane significa telhado e kamisama, deus. No idioma japonês, a junção de palavras muda a consoante, por isso Yanegamisama.
O santuário tem característica de armazém, com um altar no telhado homenageando os santuários Tsushima, Akiba e Atsuta. 

Este tipo de altar no telhado é exclusivo de Nagoya, forma de proteção contra desastres e doenças.

Horikawa, Rio Hori


Horikawa é bem conhecido pelos brasileiros moradores de Nagoya e região. É um rio que passa pela área central, como expliquei na postagem anterior.  No entanto, embora leve esse nome não é um rio, é um canal, que nasce no fosso do Castelo de Nagoya. 
Hori, traduzindo significa fosso. 
Criado inicialmente para transportar materiais de construção para o Castelo de Nagoya, serviu também como canal de transporte aos comerciantes. 
Esta é a imagem atual, abaixo, de Horikawa, na área de Shikemichi, vista através da ponte Nakabashi em direção a Gojōbashi.

Gojōbashi


O nome tem origem na migração da sede do governo de Kiyosu para Nagoya. O rio Gojo, à frente do Castelo de Kiyosu, tinha um ponte com o mesmo nome: Gojōbashi.
A Ponte Gojō, que era de madeira, foi construída em 1610 e substiuída por uma de concreto em 1938. 
A história está contada neste painel.
A ponte está localizada em direção ao shōtengai Endōji.

Sengen Jinja


Sengen Jinja é um santuário que está no início da área de Shikemichi, para quem chega através da Sakura-dōri.
Conforme a placa abaixo, de acordo com "Owari-shi", foi transferido para o local em 1647. No recinto, 7 antigas árvores, cânfora e zelkova, datadas de 300 anos atrás.
Dedicado à deusa xintoísta Kono Hana No Saku Ya Hime.
O santuário é um ativo de preservação, designado pela cidade de Nagoya.

Shōtengai Endōji


Mais à frente está o shōtengai - rua coberta - Endōji, também antigo, onde ainda estão algumas lojas e cafés da época. Lá está também o templo, com o mesmo nome.
Na galeria, lojas antigas, tradicionais e muitos restaurantes e cafés.
Taishido Hall

O templo denominado Endōji foi construído em 1654, conforme a placa afixada diante do templo. No interior do salão principal existe uma estátua da deusa budista Kishi-Boji, feita com restos de madeira utilizados na construção da masmorra do Castelo de Nagoya, que foi doada por uma concubina do fundador do clã Owari, Yoshinao Tokugawa. Para ver a estátua, está aberta ao público somente nos dias 18 de cada mês.
Um passeio em Shikemichi demora menos de 1 hora. À noite, as construções tem um aspecto nostálgico e elegante.

Para quem vai do Kokusai em direção ao consulado, vire à esquerda, na rua do posto, antes da ponte.
Endereço: 451-0042 名古屋市西区那古野1
Aichi-ken Nagoya-shi Nishi-ku Nagono 1
Mapa

Na próxima postagem vou mostrar o Caminho Cultural de Shirakabe e Chikara, localizada em área nobre de Nagoya, um bairro onde estavam residências da classe intermediária do Clã Owari, da era Edo, e ricos comerciantes, artistas, escritores das eras Meiji e Taisho.

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Horikawa, rio Hori, Nagoya

Certamente quem mora, morou na cidade e região de Nagoya, visita constantemente ou faz parte da área do Consulado, conhece bem este rio: Horikawa.
Horikawa é o rio que fica entre o Kokusai Center, Centro Internacional de Nagoya e o Consulado Brasileiro, sob esta ponte: Sakurabashi.

A ponte Sakura tem desenhos das cerejeiras nas grades, na placa, na escultura.
Horikawa é um rio que atravessa a área central, desde o Castelo de Nagoya até a região de Atsuta. Todas as pontes sobre Horikawa são largas, devido ao grande movimento da área.
Horikawa tem pontes históricas e bonitas.
Esta é a ponte Nakabashi.

Na placa, a história do rio e de uma das 7 pontes do período da construção do Castelo de Nagoya e do movimento Kiyosu-goshi, que contarei na próxima postagem.
Horikawa é um canal que foi criado com as águas do rio Kiso para transportar materiais - devido à construção do Castelo de Nagoya - e outros produtos essenciais.
A palavra Hori significa fosso que, como um rio, nasce a partir do Castelo de Nagoya.
Castelos e palácios eram construídos voltados para o mar, rio ou lago, como proteção, dificultando os ataques. Quando não existiam essas proteções naturais eram criados fossos.
Não havendo nenhuma dessas proteções, foi criado o fosso que serviria de proteção ao Castelo de Nagoya, na época da construção em 1610, estendendo-se até o porto.
Como as margens do rio não tinham proteção, foram criadas sete pontes, que levaram o nome de Horikawa Nanahashi, ou 7 pontes de Horikawa: Gojōbashi, Nakabashi, Tenmabashi, Nayabashi, Hiokibashi, Furuwataribashi e Otōbashi. Caminhando paralelamente ao longo de Horikawa, vamos encontrar essas pontes, com placas que contam a história. Atualmente existem outras, como é o caso da Ponte Sakura.
A ponte histórica é a Gojōbashi ou Gojo Bridge, trazida de Kiyosu, através do movimento denominado "Kiyosu-goshi".
Horikawa tem uma longa história e muitos fatos geográficos, hoje a principal função é receber as águas da chuva, quando demasiado, para proteger contra inundações.
Em meados do mês de maio, na primavera, a ponte Nayabashi e o rio Hori, nas proximidades da Nishiki-dori, ficam enfeitadas com flores, durante 2 fins de semana. pelo evento Horikawa Flower Festival.
Clique na imagem para ampliar.



Nesta época do ano, bares e restaurantes localizados às margens do rio, instalam suas mesas do lado de fora, para usufruir do agradável clima e da bela vista.


Além dos elegantes restaurantes, bares e cafés, barracas se instalam no local durante o festival. 
Ainda é possível fazer um cruzeiro pelo Horikawa durante o Horikawa Flower Festival. O barco circula em horários pré-determinados.

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