e dito ao vento.
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Eu adoro foto, filme em preto e branco, cinema noir... acho lindo demais.
Não olho pela nostalgia ou saudosismo, mas sim pelo lado da classe, elegância, coisas que andam meio esquecidas...
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Olha, faz de conta que eu nasci azul anil e vesgo de milionário e meu avô tivesse no RG o nome "Joseph Safra". Ah, o A-key Batista é ainda mais rico, mas
un peu d'élégance tempera melhor as coisas, eu acho.
Para ricos assim, oito milllll dólares é trocadinho bobo,
petite monnaie na eterna e gorducha carteira.
A carteira em si valeria mais que essa grana, certo?
Eu fritaria esse miserê
de l'argent (16 mil royales/600 mil ienes, G-zuis)
em uma Leica M Monochrom, que acabou de ser lançada.
Leica M Monochrom... uma máquina fotográfica toda artesanal, tradição da marca.
E só faz fotos... em preto e branco, nada de cor.
Sim, estamos em 2012, a máquina é digital mas só enxerga que nem cachorro (o que dizem, mas cachorro enxerga cores, não todas).
Pelo visto cor virou coisa de pobre? Afff.
Cartier Bresson, Robert Capa, o grande Sebastião Salgado usavam Leica, porque eu e você não?
hahaha, sonhemo-los.
Se eu fosse milionário teria uma dessas e outra colorida.
E uma de filme também!
E só, porque quatro, cinco, seis é coisa de novo rico deslumbrado.
Ia tirar fotos pelo mundo todo, nisso que ia gastar minha grana, já que não ligo pra carro, roupas, etc.
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E se você achou cara a preto e branco de 8000 dolores...
olha ai uma de quase três milhões de dolores e sei lá quantos royales!
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Voltando à vida real de rapaz latino-americano, sem bigode nem dinheiro, mestiço e expatriado.
Não tenho Leica nenhuma e abuso de uma Canon pau de arara mesmo, simplesinha de tudo.
Tosca em seus cinco anos, me custou menos que a caixa de papelão de qualquer Leica.
Curto o mundo preto e branco
ou colorido.
Do jeito que dá, no PF de hoje.
E confere ai se ficaram legais as fotos em PB.
Clique na imagem pra ver em tamanho um pouco maior.
No inverno é mais legal ainda.
O sol fraco, a luz difusa, as árvores secas...
dão um clima bem interessante às fotos.
Muita gente pensa que o Japão é aquele monte de prédios gigantes
e luzes piscando, tudo apinhado, lotado de nego.
Esquece, é imagem estereotipada,
seja de que cor for.
No preto e branco a gente percebe bem mais o relevo, a forma.
Sombras e luzes, detalhes.
De vez em quando acione o botão preto e branco na sua cabeça,
perceba mais as sombras, luzes e relevos do seu cotidiano.
O povo tá muito embalado no esquindô-esquindô de cores berrantes e brilhantes, nem sequer consegue atentar aos detalhes, à sutileza.
Luz é boa, a sombra dura, forte e escura... mas não quer dizer que é ruim.
E estão ai, formando nosso retrato do agora, do hoje.
Um olhar em preto e branco não é tristeza, apenas um jeito diferente de olhar (e perceber melhor) outros detalhes, pegou a idéia?