O trabalho de mostrar realidades desconhecidas


O jornalista francês Romeo Langlois sequestrado pelas Farc há oito dias, é um grande conhecedor do conflito armado colombiano.  Langlois “sumiu” quando acompanhava o Exército em uma operação militar de combate ao tráfico, tendo sido ferido durante o enfrentamento entre os militares e as Farc. 

O trabalho de jornalistas especializados em conflito é arriscado e, muitas vezes, criticado. Mas, na verdade, a atuação destes colegas de profissão é extremamente importante. Se jornalistas assim não se arriscam, a sociedade saberia pouco da realidade de conflitos como o da Colômbia – hoje, longe das grandes cidades e concentrado na selva e na zona rural, onde as guerrilhas atuam.
Foto AFP
As cidades colombianas estão cada vez mais distantes do conflito – se você vive nos bairros nobres de Bogotá, ou visita Cartagena, é até natural pensar que exista um “exagero” quando se fala em conflito armado aqui. Essa sensação acontece por que a qualidade de vida (especialmente entre os expatriados) é boa. Há policiamento ostensivo nas ruas e parece não haver “lógica” nas notícias sobre a guerra na Colômbia.

A situação de fato melhorou nos grandes centros metropolitanos. Ela não é a mesma de oito anos atrás, quando rádios e clubes em Bogotá sofriam com ataques terroristas.  Em termos de violência urbana, a Colômbia tem índices melhores que várias cidades brasileiras, como Brasília, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas, pelo bem das pessoas que vivem perto do conflito, que tem de deixar suas casas correndo, que perdem tudo, que são expulsas, como efeito de enfrentamentos entre grupos paramilitares, guerrilheiros e Exército, é importante que jornalistas especializados continuem seguindo em frente. Histórias precisam ser visíveis.



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Português: A Colômbia quer aprender

Compartilho matéria sobre a Feira do Livro de Bogotá para o Infosur Hoy. O espaço brasileiro ficou bonito; uma amostra interessante da nossa diversidade. É bom ver o interesse pela língua portuguesa.

A visitação dos colombianos ao espaço brasileiro na Feira é mais um sintoma do quanto a Colômbia está interessada em "descobrir" o Brasil. Outro são as matrículas de alunos no Instituto Brasil-Colômbia (Ibraco) São mais de 3 mil por ano!
Adolescente colombiano e sua nova descoberta: Machado de Assis

Essa adolescente que encontrei lá, tem 13 anos e ficou contente ao ver que conseguia entender um pouco do que lia. "É parecido!"

Confira a matéria para a Infosur.

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Brasil na Feira do Livro de Bogotá


Passei rápido por aqui para falar da Feira Internacional do Livro de Bogotá. O Brasil é o convidado especial desta vigésima quinta edição do evento. 

A Feira começa nesta quinta (18) e terá 15 dias de duração, com  um pavilhão inteiro só com livros e programação brasileira. 

Ela  é a terceira maior da América Latina, perdendo somente para Guadalajara no México e para Buenos Aires.  Sim, os organizadores garantem que é maior que a Bienal de SP. 

São 30 escritores e 100 artistas brasileiros que irão participar do evento, dentre eles, Nélida Piñon. Assisti a um conversatório dela. Na parte brasileira, serão homenageados Machado de Assis, Clarice Lispector, Jorge Amado e minha conterrânea, Cora Coralina.

Todo os detalhes da Feira aqui
Em breve, mais posts e fotos!


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Fala que eu te escuto, presidente

Entrevista com o presidente Juan Manuel Santos para a revista Época. Clique aqui. Não teve glamour e nem nada combinado. Só um monte de e-mails, insistência e mais insistência em três meses de tentativa da minha parte. De certo modo, acho que "cansei" a assessoria com argumentos e aproveitamos o momento da Cúpula das Américas.

Fez muito bem para a minha autoestima jornalística. Por essa profissão que por tantas vezes faz a gente questionar se vale a pena. Ainda não sei se vale, mas é um gás novo.

Sem mais palavras por hoje.



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Adaptados?

O El Tiempo, um dos maiores jornais diários da Colômbia, publicou nesta terça-feira (20) uma galeria de fotos de ilustrações feitas por crianças sobre o Conflito Armado. É óbvio que nenhuma delas vive em Bogotá e nem deve ser vizinha de ninguém da comunidade brasileira por aqui.

O trabalho foi feito com crianças de 10 a 14 anos do Departamento de Nariño, uma das três regiões mais afetadas pela presença das guerrilhas e grupos paramilitares. O psicólogo Steve Fernando Pedraz coordenou vários projetos para Save The Children.


Steve Fernando contou que sua primeira impressão foi de que as crianças puderam se abrir por meio das pinturas, como se estivessem criando uma cena de um filme, que na realidade representava a própria vida delas. Além disso, ele observou uma certa adaptação das crianças ao tema, como se estivessem acostumados com essa realidade.

Clique aqui para ver os desenhos no El Tiempo, e  aqui para ver a análise completa.

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