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Fim de semana em Minas Gerais – Monte Verde

Quem nunca ouviu falar das cidades badaladas do friozinho? Monte Verde, Campos do Jordão, Gramado, entre outras…

No ano de 2012, passei minhas férias no Rio Grande do Sul. Foram 7 dias por Gramado, Nova Petrópolis, Canela, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa e Garibaldi.  O fato é que, quanto mais viajamos, mais comparamos nossas experiências, no meu caso, ainda mais quando se trata de cidades frias.

Monte Verde é uma cidade pequena, eu costumo dizer: UM OVO. Fica cerca de 170km de São Paulo e é começo de Minas Gerais. Lá faz bastante frio e é conhecida por ser uma cidade de romance e aventura. Passei um fim de semana curtinho por lá e posso afirmar que é mais que suficiente. A não ser que você goste de repetir doses, mesmo já conhecendo o lugar.

O fim de semana que fui já era considerado já baixa temporada e final de inverno, cheguei até lá com bastante calor, o sol estava quente, mas dentro do quarto da pousada passei frio e com o anoitecer quase congelei, mas nada comparado ao frio de outras regiões. O pessoal da recepção disse que na semana anterior a que fui, havia flocos de gelo por toda a parte.

A cidade possui um centro comercial, que fica na avenida principal. Nesse centro, temos lojas de artesanato, doces, pinhão, roupas, restaurantes, bares, “shoppings” e locadoras de motos e quadricicolos.

Monte Verde tem várias trilhas e esportes radicais.

Panorâmica Topo Da Pedra Reonda, MG

Panorâmica Topo Da Pedra Reonda, MG

Onde ficar?

Me hospedei na Pousada Sonho Verde, de última hora, pelo site Decolar. A pousada é bastante simples, ideal para passar poucos dias. Os móveis são antigos, o apartamento não tem luxo, o colchão é de mola, aquecedor faz barulho, piso frio e aparentemente sem estrutura suficiente para dias de frio pesado (mais uma vez comparando com o sul do país, onde qualquer canto turístico, seja lojas ou hotéis, possuiam sistema de climatização. Podia estar -10ºC do lado de fora, mas dentro do quarto do hotel dava pra ficar sem roupa, rs). Eu senti o quarto bem frio, talvez pela localização. Os quartos tem lareira no pé da cama e oferecem um saco de lenha gratuito, que já ajuda bastante! O café da manhã deles é bom, da pra sentar na varanda e observar a paisagem, sem contar que é super próximo do centro e do caminho para as trilhas.

A pousada é limpa, silenciosa, no meio do verde e tem piscina.

Compras

Não comprei muita coisa, mas olhei de tudo. No quesito roupas (jaquetas, botas, casacos) não encontrei nada com preço bom, ou igual à São Paulo,  mas algumas coisas eram ridiculamente mais caras. Confesso que fiquei injuriada quando vi uma jaqueta bem bonita em uma vitrine do Shopping Celeiro e resolvi entrar para ver. Perguntei a média dos preços dos casacos, que eram bonitos, mas bem fininhos. A moça me respondeu entre R$ 190 e R$ 430, me interessei pela casa dos R$ 190 e questionei sobre um modelo que tinha em várias cores e justamente esse era R$ 430, pois bem, analisei o pobrezinho e identifiquei a etiqueta de uma marca famosa em São Paulo, que tem lojas na 25 de Março e Brás. Aqui esse mesmo casaco me sairia no máximo R$ 200,00 e ela estava vendendo mais que o dobro. Me senti uma completa idiota, ainda mais por se tratar de um produto de má qualidade. Quem não conhece ou não fica atento, compra achando que fez um bom negócio.

Casacos a parte, me apaixonei por uma loja de lenços chamada Carla Carolina. Os lenços estão na média de lojas de departamento (R$ 40,00), aparentam ser exclusivos e vem em um vidro, com uma rolha. Ideal para presentear e guardar ao mesmo tempo que decora. Essa loja fica na Galeria Suiça e no Shopping antes do lago, na mesma calçada.

Quanto aos queijos e os chocolates, não me apeteceram, mas amei os doces de leites e as variedades. Comprei um tradicional, maravilhoso, não é enjoativo e muito menos com gosto de industrializado.

No Shopping Celeiro tem uma atração especial além das compras, no fundo existe uma área de esquilos, onde é possível fotografá-los. Eles ficam livres e vem até essa área para se alimentar de nozes. É bem interessante perder algum tempo observando de onde eles vêm, a forma que saltam das árvores e a rapidez. Quase não é possível fotografar, mas alguns fazem graça, como esse abaixo:

Shopping Celeiro - Esquilos

Shopping Celeiro – Esquilos

Trilhas

Monte Verde tem várias opções para quem gosta de trilhas e aventura. Como meu tempo em MV era curto, optei pela mais conhecida, a Pedra Redonda.

Para chegar à trilha da Pedra Redonda, Pedra Partida e Chapéu do Bispo, basta seguir pela Av. Das Montanhas. Parte do trajeto é dificil de carro, é estrada de terra, para chegar até o início da trilha com facilidade, o ideal é que consiga chegar até o estacionamento, que fica na entrada das trilhas, senão a caminhada fica mais longa sem necessidade.

Mirante Trilha Pedra Redonda, MG

Mirante Trilha Pedra Redonda, MG

Seguindo nessa avenida, o primeiro lugar para estacionar é na primeira caixa d’agua, mas lá não é o estacionamento real (existem poucas vagas), deve-se tentar continuar a direita. Aí pra mim, foi o problema do caminho (quem tem 4×4, não tem problema nenhum, só tranquilidade :P). Na subida dessa segunda caixa d’agua, existe muita pedra e buraco. O carro derrapou bastante, chegamos a desistir e estacionar por lá mesmo, mas vimos que outros carros forçavam e conseguiam subir, decidimos tentar e depois de muita poeira levantada, conseguimos! O incrível é que após essa triste subida, vem estrada de paralelepipido (troll). Não aconselho em dias de chuva, foi possível forçar pois estava seco e sentimos confiança, mas para quem prefere não arriscar, melhor seguir a pé mesmo.

Após esse parto da triste subida derrapante, logo vem o estacionamento, que tem preço fixo de R$ 10,00 e da início as trilhas. De lá você escolhe para qual quer ir. A Pedra Partida e Pedra Redonda ficam na mesma trilha, basta optar para que lado seguir.

 A trilha é bem fácil, tem vários troncos para apoiar, escadaria e é super bem sinalizada. O que me deixou com medo foi dois cavalos que encontramos no meio do caminho e mais medo ainda quando um resolveu nos seguir. Achei perigoso por ser um trilha para todas as idades, havia crianças por lá e ninguém quer levar um coice, né? Isso me preocupou com o caminho de volta e me deixou com uma pulga atrás da orelha de como aqueles cavalos chegaram até lá, se estavam abandonados ou se realmente eram do mato.

Topo da Pedra Redonda, MG

Topo da Pedra Redonda, MG

 

Chegando no topo da Pedra Redonda, a vista é linda. É possível ver de dois lados, basta escolher onde que subir, é um conjunto de pedras e pedra maior. Lá em cima venta bastante, é importante levar um casaco e água. O mais delicioso é encontrar um cantinho nas pedras e aproveitar a vista.



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Planetario de Santiago terá jornada noturna nesse sábado

Tenho uma boa notícia e sugestão de um passeio noturno para o próximo sábado. O Planetário de Santiago realizará mais uma jornada de observação astronômica noturna, aonde você poderá observar através dos seus telescópios potentes de 8 e 14 polegadas, o céu estrelado da capital chilena, que nessa época do ano é muito bonito, parte da via láctea, e estrelas como a Cruzeiro do Sul, e a famosa galáxia “Nuvens de Magalhães”. Vale lembrar que a simulação será com um projetor Carl Zeiss, e para quem curte o tema, terá um bate papo com o astrônomo Basilio Solís. Será sábado, 16 de março, às 20h, na explanada, e a entrada custará $3.500. O metrô Estación Central fica ao lado e o planetário tem estacionamento. Até mais! Marcia

Como vira e mexe o blog fica com problemas técnicos (estou para mudar de provedor), publico sempre novos posts no facebook do livro https://www.facebook.com/pages/Santiago-do-Chile-para-brasileiros/254450717919434?ref=hl Se preferir, é só fazer uma busca por "Santiago do Chile para brasileiros" no facebook ou no Google


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Pablo Neruda: “Confesso que vivi”

Como vocês gostaram bastante do post de La Chascona, vou falar um pouco de Pablo Neruda, para vocês saberem mais sobre ele antes de visitar suas casas. O poeta nasceu em Parral, ao sul de Santiago, em 12 de julho de 1904, e morreu em 23 de setembro de 1973, em Santiago, vítima de um câncer de próstata. Seus temas preferidos eram o amor o mar, sua paixão, e o Chile. Neruda ganhou em 1971 o Prêmio Nobel de Literatura, e inúmeros prêmios mundo afora, e como adorava política, foi diplomata e senador, e quase se candidatou a presidência, só não foi para que seu amigo Salvador Allende se elegesse. O poeta possuía três casas no Chile, “La Chascona”, em Santiago, “La Sebastiana”, em Valparaíso e “Isla Negra”, onde ele está sepultado, em El Quisco. Se você quiser conhecer melhor seus versos, o que recomendo, “Canto General” é considerada sua obra prima A frase “confesso que vivi” era uma de suas preferidas. No livro "Santiago do Chile para brasileiros" falo bem mais sobre o poeta e suas casas, e há fotos de duas delas. Deixo vocês com um de seus versos.

“Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria”.

Pablo Neruda


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Exatamente três anos atrás o Chile sofreu um grande golpe, e o pior, bem no ano de aniversário do seu centenário de independência da Espanha, um ano que deveria ser de muita festa e alegria, mas ao invés disso teve que amargar uma das maiores catástrofes naturais da história, um forte terremoto de 8,8 graus na escala Richter que gerou um tsunami que tirou a vida de centenas de pessoas, destruiu a cidade de Concepción, e danificou outras, país afora. Felizmente o país se reergueu e recuperou a maior parte de suas casas, edifícios, pontes, igrejas, museus e locais históricos com muita dedicação, união, e um sorriso no rosto. O povo chileno arregaçou as mangas e graças a isso, apesar das dificuldades, o país está quase todo recuperado e segue crescendo a passos largos e encantando seus visitantes, o triste terremoto de fevereiro de 2010, o quinto maior da história do Chile, parece já distante, mas mesmo assim, não custa nada prestar uma homenagem aos sobreviventes que batalharam por seu país mesmo sentindo muita dor no coração, e as vítimas deste triste episódio da história chilena, que deixaram muita saudade.



Escrito por Marcia Jancikic às 12h35
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La Chascona”: a casa de Neruda de Santiago

Apesar de eu já ter falado bastante dela no livro e aqui no blog, achei legal publicar um novo post, porque realmente vale a pena visitá-la, é super bonita, bem cuidada e os guias ensinam muito sobre a vida e a obra do poeta, sem contar que seu café é muito aconchegante e a lojinha vende bastante coisa legal. Sem dúvida, é visita obrigatória, quando for ao Parque Metropolitano, aproveite e dê um pulinho lá, ela fica na ruazinha ao lado direito da entrada do parque. Aproveitei para fazer uma pequena montagem com duas fotografias que tirei da sua fachada, que é uma atração à parte. Como curiosidade, todas as casas do poeta tem um nome, “La Chascona” é uma homenagem a Matilde Urrutia, sua terceira e última esposa. As outras casas se chamam “La Sebastiana” e “Isla Negra”. Espero que gostem! Até mais!

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