Categoria 'Toronto'

O dilema das sacolinhas plásticas

Eu tenho acompanhado pelo Facebook a indignação dos paulistanos por causa dessa lei da sacolinha plástica de supermercado e confesso que ainda estou indecisa se apoio ou não.
Aqui em Toronto uma lei parecida entrou em vigor em 2009. Por aqui, todo o comércio tem que vender as sacolinhas plásticas pelo valor de 5 centavos de dolar. No caixa, sempre se pergunta se vc precisa de sacolinha e quantas vai querer. Na maioria das lojas vc pode comprar as ecobags super coloridas, grandonas e que ironicamente foram produzidas na China (um país totalmente orientado para resolver os problemas de poluição do planeta!!! oi?).

Eu comprei em uma rede de supermercados aqui umas caixas plásticas com alças que são super práticas para carregar as compras, mas como são meio espaçosas eu as deixo sempre no porta-malas do carro e levo minhas compras soltas no carrinho. Outra opção super legal são as caixas de papelão que ficam em frente aos caixas nos supermercados No frills. Meu problema com as caixas de papelão é que meu latão de recicláveis está sempre lotado e estas caixas ficam semanas na minha garagem esperando um espaço vazio para serem descartadas, rs.

Logo que esta lei entrou em vigor por aqui, eu confesso que fiquei bem irritada. Muitas vezes nós rodávamos alguns km a mais só pra ir fazer compras na cidade vizinha onde as sacolinhas ainda são de graça. Mas com o tempo nós nos acostumamos tanto com a nova "ordem" que hj eu até dispenso sacolas plásticas quando vou para Mississauga.

Mas aqui em Toronto as coisas são um pouco diferentes: estas sacolinhas na verdade acabavam virando um problema em casa. Nós íamos ao supermercado, pegávamos um monte de sacolinhas e íamos acumulando em uma gaveta. De vez em quando colocávamos algumas dezenas em uma sacola só e colocávamos no lixo: assim, novinhas e tendo sido usadas apenas uma vez.

O desperdício é tão grande que as vezes as pessoas colocam um ou dois itens dentro da sacola porque eles são diferentes do resto da compra. E ainda hj, com a venda exigida, ainda acumulo sacolinhas plásticas que acabo pegando em Mississauga ou comprando em situações inesperadas.

Há quem diga que estas sacola não levam anos para serem degradadas e eu não tenho como provar que levam, mas ainda assim, são milhões de sacolinhas sendo jogadas no lixo sem nenhuma outra utilidade e sem necessidade. Se eu posso carregar minha bolsa para onde vou, porque é tão complicado carregar uma sacola de pano?

Ok, no Brasil talvez as coisas sejam um pouco mais complicadas porque muita gente atualmente usa essas sacolinhas de supermercado para acondicionar o lixo. Com a nova lei, estas pessoas vão ter que comprar sacos de lixo. O que vai surgir dessa história não se sabe, mas o brasileiro vai dar o seu jeitinho!!!

O fato é que as pessoas por si só não vão mudar seus hábitos: pelo menos não a maioria das pessoa!!!! Para se gerar mudanças infelizmente as coisas têm que começar por algum lugar e pode ser que as sacolinhas de supermercado sejam este começo.

O que me decepciona um pouco no Brasil é que todo brasileiro sonha em ver o Brasil no primeiro mundo, mas ninguem quer pagar o preço que o primeiro mundo paga. É tudo muito lindo, muito chique, muito melhor, mas no Canadá todo mundo é um pouco responsável pela riqueza do país.

Os impostos são altíssimos, a gente paga taxa de lixo, é obrigado a separar o lixo senão corre o risco do lixeiro não levar e não temos a menor chance de lei que não pega.

Por mais que eu concorde que é irritante saber que alguem está ganhando muito com esta história, eu também fico pensando em quanto o país vai ganhar. Será que mudar este pequeno hábito (de pegar um monte de sacolinhas no supermercado só porque é supostamente gratuita) e fazer um sacrifício mínimo não vai de alguma forma mudar alguma coisa para melhor?

Eu acho que sim!!! Hj, quando pego sacolinhas plásticas sinto até um certo peso na consciência. E não é pelos 5 cents que tenho que pagar, mas por saber que ela vai ajudar a encher o meu lixo.

E vira e mexe tem uma fulana com calcinha, tabua de carne, esmalte e outras coisas na mão, só pra não pagar 5 centavos, rs.

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A dificil arte de viver com segurança em um país seguro

Todo brasileiro acha o Canadá seguro: claro, vindo de um país como o Brasil o Canadá é realmente super seguro. Mas a natureza humana não muda de um lugar para outro, então se os assaltos, roubos, assassinatos, sequestros e coisas assim não são comuns por aqui, os bandidos acabam procurando outra forma de colocar em uso a sua má índole.

Um crime muito comum por aqui, por incrível que pareça, são os crimes de estelionato. E como tem muiiiiito imigrante, muita gente que não fala direito a lingua e a gente tende a acreditar que o "canadense" é super bacana, os estelionatários atacam de varios jeitos.

Por exemplo: bate o cara na sua porta com um uniforme (quem conhece os uniformes oficiais, né?, uma pastinha, alguns papeis, canetinha na mão e despeja um discurso alarmante sobre os perigos de um tanque de água quente sem os novos selos de segurança.

É difícil não deixar a pessoa entrar na sua casa e verificar se está tudo certo com o seu equipamento. Na primeira casa que eu morei aqui, aconteceu varias vezes. Por sorte, logo na primeira vez o Sergio achou melhor perguntar para o dono da casa primeiro. O "técnico" ficou muito bravo porque o Sergio estava colocando a nossa familia em risco, vejam só!!!

Quando ligamos para o dono da casa ele nos alertou sobre este golpe: o cara vem para verificar o tanque de água quente e, logicamente, sempre encontra algum problema. E nesta conversinha geralmente super simpática, alarmante e rapidinha eles te fazem assinar um contrato de aluguel de tanque de água quente com a empresa deles.

Depois de assinado o contrato, vem a dor de cabeça para desfazer o mal entendido.

Este golpe é tão comum que o governo de Ontario tem até um alerta no site da província falando sobre o assunto. Teoricamente as pessoas assinam o contrato porque acham que a nova empresa tem mais vantagens que a antiga, mas no fundo, muita gente assina sem nem imaginar que está trocando de empresa.

Gente pedindo dinheiro também é muito comum: desde que o religiosos vendendo revista, até estudantes arrecadando dinheiro para gincanas da escola, tem de tudo um pouco. Até já tentaram me vender livros educativos e foi dificil convencer o rapazinho que eu não estava interessada.

O telefone também não pára de tocar por aqui e por isso eu aconselho um identificados de chamadas. Normalmente eu não atendo telefonemas que venham como "Private". Só quando estou esperando alguem ligar mesmo ou se estou de bom humor, rs. Ligações de longa distância sem o nome da pessoa tb não costumo atender e quando atendo o telefone e o cara pergunta se sou a Mrs. Barbosa eu já vou logo perguntando se ele está me oferecendo alguma coisa, rs...

Com exceção da escola das crianças, em nenhum outro lugar as pessoas me chamam de Mrs. Barbosa. Quando estou bem humorada eu pergunto o primeiro nome do meu marido: normalmente eles pegam o nome na lista e aqui só aparece a inicial do primeiro nome e o sobrenome. Como eles não sabem se é mulher ou homem, eles chutam, dependendo da voz que atende.

Para tentar diminuir estas ligações exite o National Do Not Call List (DNCL) onde vc cadastra o seu número de telefone fixo ou celular e teoricamente o pessoal do telemarketing não vai te ligar.

Muita gente por aqui sequer abre a porta quando a campainha toca. Também é um bom jeito de se proteger destes "ataques". Eu sempre abro a porta pra todo mundo e tenho uma certa dificuldade de mandar a pessoa embora, mas tenho por principio não comprar nada que venha até mim sem eu pedir e tb não deixo ninguem entrar.

Esta semana a campainha tocou e quando abri a porta tinha uma mocinha sorridente: ela estava passando e viu que a porta do meu carro estava aberta e estava nevando!!! Já pensou se eu tivesse decidido não abrir a porta para estranhos???

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Day #37: A TTC Inspired Photo Essay

A while ago I wrote a blog post in Portuguese about my commute in Vancouver. Since I walked from Yaletown to Robson Square, the scenery changed a bit throughout the photo essay. Here in T.O., my commute happens underground, starting from our Younge and Eglinton neighbourhood  and ending in the middle of the Dundas Square craziness. Here is what I see underground on my way home. Enjoy!

What about you? What do you see when going to work or school?

Read more about the Toronto Transit Commission here.

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Day #36 – Sunday Feast: The Burger Cellar and Jedd’s Frozen Custard

Mr. Ames has been talking about The Burger’s Priest new location for days now. The plan was to check out the new spot yesterday, but the plan was postponed after a friend invited us for feijoada. I even asked him if he was sure that the restaurant was open today. He was so sure that my only choice was to head north with him. I can’t complain, it’s close to home and we’ve done this walk on sunny days; however, I confess that I had an I told you so attitude when I saw that the joint is closed on Sundays because it’s church day.

Luckily, we noticed that right beside The Bruger’s Priest is this very posh restaurant called The Burger Cellar. I haven’t been to The Burger’s Priest yet, but I wonder what the rational was competing with an already established burger place. The service was great and our waiter gave us a very nice explanation of the menu and some encouragement to change things around. I have never been to a burger place where service is efficient without rushing before The Burger Cellar. That alone is definitely a reason to come back soon.

The food was superb. My Salmon BLT burger was exactly what I expected and Mr. Ames couldn’t hide his excitement with his BCB burger. The poutine was perfect and had actual cheese curds in it (and I do regret eating it all!!!). I found The Burger Cellar well priced. We paid around $60 (tax + tips) for the feast that you see in the pictures, which also included a pop and a $5 Stella pint (Super Bowl special).

After a 30-minute walk towards home, we were ready for desert :) (I know my trainer will kill me tomorrow, but today was a really good day!) Jedd’s Frozen Custard is always the best place in our neighbourhood for a quick desert stop. We adopted the place as our favourite summer spot because of its sidewalk tables and their pet friendly approach. Coffee is always fresh as well as the deserts and frozen custard. I love the milk chocolate mousse and lemon tart! Our friend Pam found the London Fog and the cezanne magical ;)

The Burger Cellar
3391 Yonge Street Toronto, ON M4N 2L8
Sun-Wed 11:30am-10:30pm
Thu 11:30-12am
Fri-Sat 11:30-12:30am
T 647.345.0084

Jedd’s Frozen Custard
2470 Yonge Street
Toronto, Ontario M4P 2H5
Monday to Saturday 8am – 10pm
Sunday 9am – 10pm
T 647.349.2121

 

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Day #31: Terry O’Reilly at RTA School of Media

Canadian advertising legend Terry O’Reilly came to RTA tonight to talk about his passion and work in the industry. As a big fan of his radio show, Age of Persuasion, I confess that the event has been on my calendar since the beginning of the month and I was counting the minutes to see Terry talking about his new CBC radio show Under the Influence. The wait paid off, and the two-hour talk followed by a panel discussion with RTA students Lama Balagh and Erica Shaw, Dr. Charles Davis and John Girardo really inspired me to not only think creatively but also strategically.

I live tweeted the whole session and you can check out the discussion here.

Terry didn’t agree with me when I commented on the lack of diversity inside ad agencies and in the creative produced in Canada. However, I’d love to see him saying yes to this question:

What do you think? Will Terry accept it?

To be continued… (I’m hoping!)

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