Categoria 'Cultura'

Le Sexe.

Título apelativo, não? =P

Mas nem venham com ‘mente poluída’ porque eu não vou falar nada demais… ^^

Só quero apresentar um programa que vi na TV5.ca que se chama “Le sexe autour du monde” que é bem bacana. É uma série de documentários, de 52 minutos cada, onde um carinha visita um país para, teoricamente, abordar a sexualidade naquele local. Já passou pelo Japão, pela China, pelos EUA, pela Nigéria e por aí vai.

O legal da série é que, para compreender a sexualidade de determinada localidade, é preciso pesquisar várias coisas: história, hábitos, religiões, etc. e isso é feito de maneira super bem conduzida pelo apresentador. Ele faz verdadeiramente um retrato social de uma determinada região, falando sobre a vida sexual das pessoas que a habitam.

Esse mês fizeram um sobre… O nosso Brasil-sil-sil! Achei super interessante e me surpreendi, pois estava com medo de achar a coisa estereotipada demais. Mas não, é super bem-feito. Para quem tiver curiosidade é só clicar aqui. :)


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"A idade e a Mudança"

By Lya Luft-

Hoje eu recebi um email de uma tia que sempre me manda coisas legais.Não é novo, mas é novo para mim e quem sabe para você!  Embora a autora deste texto eu não conheça, achei legal e resolvi compartilhar pois tem tudo a ver a vida em geral e também com  a vida de imigrante.

"Este comentário da escritora, tradutora e poetisa vale para ambos os sexos, com qualquer idade.
Ela está com 74 anos. "
A Idade e a mudança
Lya Luft

"Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo.
 
 Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres  de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
 
 Foi um momento inesquecível...  A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
 
 Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório  há quase uma hora exibindo minha inteligência,
e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?'

Onde, não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'.
Estão todos em busca da reversão do tempo.

 Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
 
 Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas, mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se 'mudança'.

De fato, quem é escravo da repetição está condenado  a virar cadáver antes da hora.
 
 A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
 
 Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
 
 Mudança, o que vem a ser tal coisa?
 
 Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme  em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
 
 Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
 
 Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
 
 Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou  um baita emprego por um não tão bom,
só que em Florianópolis,   onde ela vai à praia sempre que tem sol.
 
 Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.
 
 Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada,  chora-se muito, os questionamentos são inúmeros,a vida se desestabiliza.
 
 Mas então chega o depois, a coisa feita,  e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos,  e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
 
 Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem,
só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
 
 Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho..."
Lya Luft

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Peanut free environment (ambiente livre de nuts)

Eu já comentei aqui sobre as alergias a nuts (amendoim e seus parentes) que algumas pessoas têm aqui no Canadá. No início eu achava que era exagero, mas hj eu sei que a coisa é séria mesmo. Na escola das crianças tem uma menina que anda com uma Epipen o tempo, mesmo quando sai da classe pra ir ao banheiro.

Algumas alergias são tão sérias que só do alimento ter sido cortado com uma faça "contaminada" pelos nuts, a pessoa pode ter uma reação alérgica mortal.

Devido a estas alergia, todas as escolas por aqui tomam o maior cuidado com tudo o que se come dentro da escola e desta forma o lanche de todas as crianças tem que ser peanut-free (livre de nuts).

Nos mercados existe uma variedade enorme de bolachas, barrinhas, biscoitinhos que são peanut-free e que vêm com o símbolo ao lado, impresso na embalagem, o que facilita muito a vida da gente na hora de comprar.

E muitos lugares que recebem crianças, como os bufês de festas infantis, são também peanut-free. O local onde fiz a festinha de aniversário da Helena é um exemplo destes lugares. Tudo o que levei para a festa não podia conter nuts.

De qualquer forma, eu teria que fazer uma festa livre dos amendoins e seus familiares porque uma das amigas da Helena é alérgica e a Helena me lembrava disso o tempo todo!!!

O fato é que apesar do número de casos de alergias severas ser grande, não é muito fácil encontrar bolos nut-free que sejam garantidos pelos fabricantes. O que todos os lugares me diziam é que apesar deles não usarem amendoim em seus bolos, eles não podiam garantir que não tenha havido algum tipo de contaminação anterior em algum ingrediente: ou seja, ninguem quer se responsabilizar!!!

Foram dois dias indo de uma doceria a outra, de um supermercado para outro e sempre recebendo a mesma resposta. Só depois de muita gasolina gasta foi que eu descobri que existem locais especializados em alimentos livres de nuts. Por serem especializados, os preços costumam ser bem mais "salgados".

Outra coisa que me disseram nas minhas pesquisas, foi que para garantir que não haja nenhum tipo de contaminação, alguns ingredientes "diferentes" são usados o que altera o sabor dos bolos e que as crianças não gostam muito.

As duas docerias que encontrei aqui perto de casa pediam pelo menos 5 dias para fazer um bolo grande e então desisti e comprei um bolo normal, mas sem nuts. Para me precaver, comprei cupcakes nut-free com garantia!!!

A mãe da menina me tranquilizou em relação ao bolo e eu desesperada vendo a menina comer com o maior gosto!!! Mas no final tudo deu certo!!

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Encyclo…bec!

Para acabar com meu longo período de ostracismo aqui no blog, essa eu definitivamente não podia deixar passar. Estava eu à toa navegando pela internet hoje, entretido como ocorre de vez em quando em minhas buscas curiosas por lugares remotos e minúsculos do nosso querido Québec, quando me deparo com isso!

A Encyclobec se define como uma enciclopédia do passado e presente das várias regiões québecas. Na prática, é uma grande coleção de artigos acadêmicos (mas perfeitamente “líveis”) sobre diversos temas de diversos momentos de diversas regiões do Québec. Tipo aquelas coisas que a gente não encontra na Wikipédia sabe?? Assim, você pode entrar e ler sobre Val-Jalbert, uma cidade industrial erguida no Saguenay-Lac-St-Jean no começo do séc. XX e que depois, abandonada, acaba transformada em village fantôme. Ou descobrir as maravilhas do ciclo cinematrográfico de filmes sobre Abitibi-Témiscamingue dos anos 30 em diante, desde os tempos da colonização da região, até então pouco habitada (exceto por populações nativas que estavam lá só há 8 mil anos), até a industrialização dos anos 60, com seus multiplos altos e baixos.

Falando em Abitibi-Témiscamingue, foi justamente por causa desta pequena região québeca que acabei chegando à Encyclobec, empolgado que fiquei após ler um bom documentário québecois feito em 2007 sobre a nova geração das famílias de colonos que vieram para a região (no caso, dos poucos que lá ficaram). Como voltei recentemente de uma pesquisa de dois meses etnografando Volta Redonda, o modelo de cidade industrial brasileira erguida nos anos 40 por Getúlio Vargas, a idéia de ver um doc que falasse de uma microcidade industrial (fábrica de papel e derivados através da madeira da região) na pouco habitada (além de quase impronunciável) Abitibi-Témiscamingue me seduziu bastante. Parte do projeto de industrialização québecois após uma fracassada colonização agrícola da região nos anos 30, a indústria local atraiu alguns tantos trabalhadores para a região, apenas para entrar em crise e fechar as portas uns dez ou quinze anos depois, deixando 1000 desempregados. Posteriormente, com o apoio do governo, a população local consegue reerguer a fábrica, transformando-a em indústria extremamente rentável por várias décadas. Mas rentável para quem? Fazendeiros de famílias que vieram nos anos 30 para a colonização agrícola e que resistiram e ficaram até os dias de hoje reclamam aos berros de tabarnak e baptême de um Québec que abandonou seus agricultores, e de uma indústria que vem, e leva o dinheiro embora para os grandes centros.

Ah, as agruras das cidades-industriais.

Ah, para quem a vontade de conhecer o sotaque abitibien bateu e ficou, aí vai o longa-metragem do qual falei: Au Pay des Colons, de Denis Desjardins.

http://www.onf.ca/film/au_pays_des_colons/


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Uma manhã de segunda em Montreal

Vídeo ótimo para aqueles que, como eu, nunca visitaram Montreal no inverno

 



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