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Seis espetáculos argentinos no Porto Alegre em Cena

O 21 PORTO ALEGRE EM CENA, tradicional festival que começa dia 4 de setembro na capital gaúcha, tem este ano um “pacote” de teatro argentino.  São seis peças e ainda dois shows, de Liliana Herrero e Carlos Villalba, ambos excelentes.

Villalba vai mostrar seu último de seu novo disco, Roma – junto ao extraordinário septeto Ensamble Chancho a Cuerda, que em 2014 recebeu o prêmio máximo da música argentina e que apresenta sua mais recente produção.  O grupo desembarca pela primeira vez no Brasil e trabalha coletivamente composições próprias, arranjos e canções de música popular contemporânea.

Os espetáculos são: Desastres (5 e 6/9), La Royalle (6 e 7/9), La Niña Invisible (9 e 10/9), El Centésimo Mono (11 e 12/9), Podés Silbar? (11 e 12/9) e La Mujer Puerca (19 e 20/9).

Porto Alegre em Cena

La mujer Puerca

Um dos destaques é  LA MUJER PUERCA, que tem direção de Lisandro Rodríguez para o texto La Mujer Puerca, de Santiago Loza – um dos mais potentes dramaturgos argentinos contemporâneos.

O espetáculo apresenta uma mulher mundana que vive na tentativa de viver para a santidade. Uma mulher desesperada que tem a necessidade de amar, quando tudo ao seu redor é oco e silencioso.

Confiram a programação completa do Porto Alegre em Cena. 

 

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Festival de Yoga: aulas grátis em Buenos Aires dia 28

yoga

As imagens desde post são do instrutor de ioga, ilustrador e escritor, o gaúcho João Caré, autor do livro “Aprendendo com os Bichos – Yoga para Crianças” (Martins Fontes).

Kundaline, Budokon, acroyoga!

Venha abrir seus horizontes sobre yoga neste dia 28 de setembro, quando acontece a terceira edição do Festival de Yoga Grátis.

O evento acontece na Plaza Sicilia (Libertados, entre Sarmiento e Casares),a trás do Jardim Japonês.

Quer saber sobre sobre aulas de yoga grátis em Buenos Aires?

Dá espiada nos horários e lugares que oferecem classes. 

Horários das atividades (em espanhol)


14.00 hs.
ASHTANGA YOGA con Energía Vital
HATHA YOGA con Mariano Ashvattha Yoga Omm
MEDITACIÓN / PRANAYAMA con Prana Yoga – Claudia Sánchez

15.00 hs.
HATHA VINYASA YOGA con Cecilia Villanueva de Alma Yoga Argentina
KUNDALINI YOGA con Constanza Mutis Meher Roop K IYENGAR YOGA con Carolina Jimenez de Kiran Yoga Belgrano

16.00 hs.
BUDOKON YOGA con Juan Posse de Centro Yamil YOGA FLOW conPatricio Enquin de Sat Siri
YOGA EN FAMILIA con Andrea Karina Otero

17.00 hs
ACROYOGA con Acroyoga Con Lucía Velázquez MASAJE THAILANDES con Sonia Suazo Caceres
MEDITACION con Om Maha Yoga y Masa Crítica de Didjeridoos BA

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50 fotografias de Aldo Sessa sobre La Boca

aldo-sessa-en-el-dia-de-la-boca

Uma de suas fotos mais clássicas!

Um dos maiores fotógrafos argentinos, ALDO SESSA inaugura dia 30 de agosto a exposição  “La Boca una República en Buenos Aires”, que reúne 50 fotos do bairro, tomadas nos últimos 50 anos pelo artista.

A abertura é sábado, dia 30, às 12h30, no Museo de Bellas Artes Benito Quinquela Martín, e coincide com os festejos do Dia de La Boca.

Aldo Sessa realizou mais de 250 exposições no país e no mundo e publicou 40 livros de fotografia.

A mostra pode ser visitada até 5 e outubro, em Pedro de Mendoza 1835/43, de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 11h _as 18h. Entrada grátis. 

Aldo Sessa La Boca 1991

Aldo Sessa La Boca 1991

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Promo: Show de Réveillon no Tango Porteño

As casas de Tango de Buenos Aires já começaram a divulgar as promoções para os espetáculos de Réveillon. 
A primeira delas foi a TANGO PORTEÑO, que oferece 15% de desconto para os clientes da Bsas4U - empresa com a qual o blog trabalha.
O valor de 315 dólares (ano passado a mesma entrada custava 360 dólares, para vocês terem uma ideia) vale para compras até 31 de outubro.
tango porteño palco

Um dos maiores palcos da cidade

O show do Tango Porteño é super bacana e bem conveniente para quem está hospedado no centro e gosta de espetáculos  em grande estilo. É disparado o maior palco que vi até agora e tem várias mudanças de cenário.

Creio que está entre as três principais casas de tango da cidade neste estilo mais “Hollywood”, junto com Señor Tango e Esquina Carlos Gardel. Fica na Calle Cerrito 570, próximo ao Obelisco e a poucos metros do Teatro Colón.

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Arquitetura Art Deco

O lugar é perfeito para quem gosta de arquitetura, totalmente art deco. e funciona num antigo cinema que foi da  Metro Goldwyn Mayer, enorme. 

São três grandes ambientes com mesas na plateia e um ponto positivo é que se vê bem de onde quer que se esteja.

Figurino impecável 

É um super show, que recria a década de ouro do tango, os anos 40. O vestuário é impecável e há várias mudanças de cenário. Durante o espetáculo, apresentações em grupo, em dupla, somente dos cantores, bem variado.

Companhia gigante

A orquestra conta com 12 músicos num palco suspenso. No total, são 32 artistas em cena. Não é pouca coisa. Além disso, a coreografia é de Jesus Velazquez, super conhecido em Buenos Aires.

Há três menus – plateia, executivo e VIP. A diferença está nos ingredientes da comida e na qualidade do vinho.

Outra coisa importante:  OK levar crianças!

Para comprar online, clique AQUI. 

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Ano Cortázar: o escritor e sua relação com o tango

Silbar viejos tangos centrados en melancólicos destinos de ida o de venida es una de mis muchas maneras de seguir estando en Buenos Aires, sobre todo ahora que ya no puedo volver (…)

trotoir

Raridade

Quando se fala em Julio Cortázar e música, a primeira palavra que nos vem à cabeça é jazz.

Mas poucos sabem que o escritor argentino deixou um disco de tango!

Chama-se Trottoirs de Buenos Aires e foi gravado nos anos 80, com Edgardo Cantón, e interpretação de Juan “Tata” Cedrón.

Os detalhes estão no blog CORTAZARIO.

 

Trottoirs de Buenos AiresO disco tem os seguintes tangos:

01 Medianoche, aquí
02 Guante azul
03 Tu piel bajo la luna
04 Tras su rastro
05 Veredas de Buenos Aires
06 El buscador
07 Java
08 La camarada
09 Paso y quiero
10 La cruz del sur

 

Descarga completa aqui! 

Escute outros tangos do disco

 

Texto de Cortázar sobre Carlos Gardel

A Gardel hay que escucharlo en la vitrola.
    Hasta hace unos días, el único recuerdo argentino que podía traerme mi ventana sobre la rue de Gentilly era el paso de algún gorrión idéntico a los nuestros, tan alegre, despreocupado y haragán como los que se bañan en nuestras fuentes o bullen en el polvo de las plazas.
    Ahora unos amigos me han dejado una vitrola y unos discos de Gardel. Enseguida se comprende que a Gardel hay que escucharlo en la vitrola, con toda la distorsión, y la pérdida imaginables; su voz sale de ella como la conoció el pueblo que no podía escucharlo en persona, como salía de zaguanes y de salas en el año veinticuatro o veinticinco. Gardel-Razzano, entonces: “La cordobesa”, “El sapo y la comadreja”, “De mi tierra”. Y también su voz sola, alta y llena de quiebros, con las guitarras metálicas crepitando en el fondo de las bocinas verde y rosa: “Mi noche triste”, “La copa del olvido”, “El taita del arrabal”.
    Para escucharlo hasta parece necesario el ritual previo, darle cuerda a la vitrola, ajustar la púa. El Gardel de los pickups eléctricos coincide con su gloria, con el cine, con una fama que le exigió renunciamientos y traiciones. Es más atrás, en los patios a la hora del mate, en las noches de verano, en las radios a galena o con las primeras lamparitas, que él está en su verdad, cantando los tangos que lo resumen y lo fijan en las memorias.
    Los jóvenes prefieren al Gardel de “El día que me quieras”, la hermosa voz sostenida por una orquesta que lo incita a engolarse y volverse lírico. Los que crecimos en la amistad de los primeros discos sabemos cuanto se perdió de “Flor de fango” a “Mi Buenos Aires querido”, de “Mi noche triste” a “Sus ojos se cerraron”. Un vuelco de nuestra historia moral se refleja en ese cambio como en tantos otros cambios.
    El Gardel de los años veinte contiene y expresa al porteño encerrado en su pequeño mundo satisfactorio: la pena, la traición, la miseria no son todavía las armas con que atacarán a partir de la otra década el porteño y el provinciano resentidos y frustrados. Una última y precaria pureza preserva aún del derretimiento de los boleros y el radioteatro.
    Gardel no causa, viviendo, la historia que ya se hizo palpable con su muerte. Crea cariño y admiración, como Legui o Justo Suárez; da y recibe amistad, sin ninguna de las turbias razones eróticas que sostienen el renombre de los cantores tropicales que nos visitan, o la mera delectación en el mal gusto y la caballería resentida que explican el triunfo de un Alberto Castillo.
    Cuando Gardel canta un tango, su estilo expresa el del pueblo que lo amó. La pena o la cólera ante el abandono de la mujer son pena y cólera concretas, apuntando a Juana o a Pepa, y no ese pretexto agresivo total que es fácil descubrir en la voz del cantante histérico de este tiempo, tan bien afinado con la histeria de sus oyentes. La diferencia de tono moral que va de cantar “Lejano Buenos Aires, que lindo que has de estar!” como lo cantaba Gardel, al ululante “¡Adiós pampa mía!” de Castillo, da la tónica de ese viraje a que aludo. No sólo las artes mayores reflejan el proceso de una sociedad.
    Escucho una vez más “Mano a mano”, que prefiero a cualquier otro tango y a todas las grabaciones de Gardel. La letra, implacable en su balance de la vida de una mujer que es una mujer de la vida, contiene en pocas estrofas “la suma de los actos” y el vaticinio infalible de la decadencia final. Inclinado sobre ese destino, que por un momento convivió, el cantor no expresa cólera ni despecho. Rechiflao en su tristeza, la evoca y ve que ha sido en su pobre vida paria sólo una buena mujer. Hasta el final, a pesar de las apariencias, defenderá la honradez esencial de su antigua amiga. Y le deseará lo mejor insistiendo en la calificación.
Que el bacán que te acamala
tenga pesos duraderos,
que te abrás en las paradas
con cafishos milongueros,
y que digan los muchachos:
“Es una buena mujer”.
    Tal vez prefiero este tango porque da justa medida de lo que representa Carlos Gardel. Si sus canciones tocaron todos los registros de la sentimentalidad popular, desde el encono irremisible hasta la alegría del canto por el canto, desde la celebración de glorias turfísticas hasta la glosa del suceso policial, el justo medio en que se inscribe para siempre su arte es el de este tango casi contemplativo, de una serenidad que se diría hemos perdido sin rescate.
    Si este equilibrio era precario, y exigía el desbordamiento de baja sensualidad y triste humor que rezuma hoy de los altoparlantes y los discos populares, no es menos cierto que cabe a Gardel haber marcado su momento más hermoso, para muchos de nosotros definitivo e irrecuperable. En su voz de compadre porteño se refleja, espejo sonoro, una Argentina que ya no es fácil evocar.
    Quiero irme de esta página con dos anécdotas que creo bellas y justas. La primera es a la intención -y ojalá al escarmiento- de los musicólogos almidonados. En un restaurante de la rue Montmartre, entre porción y porción de almejas a la marinera, caí en hablarle a Jane Bathori de mi cariño por Gardel. Supe entonces que el azar los había acercado una vez en un viaje aéreo. «¿Y qué le pareció Gardel?», pregunté. La voz de Bathori -esa voz por la que en su día pasaron las quintaesencias de Debussy, Fauré y Ravel- me contestó emocionada: «Il était charmant, tout à fait charmant. C’était un plaisir de causer avec lui». Y después, sinceramente: «Et quelle voix!»2
    La otra anécdota se la debo a Alberto Girri, y me parece resumen perfecto de la admiración de nuestro pueblo por su cantor. En un cine del barrio sur, donde exhiben “Cuesta abajo”, un porteño de pañuelo al cuello espera el momento de entrar. Un conocido lo interpela desde la calle: «¿Entrás al biógrafo? ¿Qué dan?» Y el otro, tranquilo: «Dan una del mudo…»

Julio Cortázar
Este texto fue publicado en el nº 223 de la revista Sur, de julio/ agosto de 1953, y en La vuelta al día en ochenta mundos, 1967.

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