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Mercado das pulgas, uma volta ao passado

Pra quem é chegado em objetos antigos, um estilo meio vintage e gosta de encontrar decoração das antigas, o Mercado de las pulgas de Buenos Aires é um prato cheio. São 150 lojinhas que vendem muuuuitas coisas bacanas; móveis restaurados, luminárias, sofás, pratos, copos, talheres, objetos de decoração, e tantas outras coisas. Entrar ali é […]

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48 horas em El Calafate e Parque Nacional Los Glaciares

A Sílvia Backes, amiga, tradutora e leitora do blog, mandou um relato da viagem que fez por El Calafate. Foi um passeio tipo “bate-volta”, e ela conta para a gente o que viu de bacana por lá.

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Curtindo um frizinho! Fotos gentilmente cedidas pela Silvia Backes

 

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A indescritível cor das geleiras

 

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El Calafate fica no pontinho vermelho!

Esta viagem para El Calafate foi organizada num impulso, na última hora, aproveitando a baixa temporada (final de agosto) dos hotéis e a promoção da Aerolíneas Argentinas, que combina milhas com pesos, e que deveria se condensar em dois dias, de sábado a domingo, saindo de Buenos Aires.

Em uma semana organizamos tudo, passagem, hotel e as excursões. Mas quem diz que viajar assim também não é bom? Só que um pouquinho caro.

Para não perder tempo, contratamos um taxista (remis) que foi nos buscar no aeroporto, às 12h30 do sábado, e nos levou direto ao Parque Nacional para ver a geleira mais famosa, a Perito Moreno que fica a quase 80 km da cidade de El Calafate.

Escolhemos a agência de remis pelo site www.calafate.com.

O hotel já nos tinha informado um preço aproximado que bateu com o que o taxista nos disse: 1300 pesos (aproximadamente 120 dólares).

 

A cidade. Foto: http://alexkundera.blogspot.com.ar

A cidade. Foto: http://alexkundera.blogspot.com.ar

 

Há formas mais baratas de ir até o parque? Com certeza. Mas, nas nossas circunstâncias, era tudo ou nada. Tivemos sorte, pois o nosso motorista, o Ruben (fone492004),  tinha um olho treinado. Já na ida, localizou duas águias enormes pousadas em uma cerca no caminho. Maravilhoso poder observá-las com a cordilheira ao fundo!  Vimos também muito condores voando majestosamente durante todo o passeio contra o céu nublado.

 

El Calafate: a geleira Perito Moreno

Voltando ao parque, o Ruben nos levou direto ao barco que vai bem pertinho da geleira Perito Moreno. Fantástica essa primeira aproximação à geleira. Depois, nos levou até a parte das passarelas (do estilo do Parque Nacional de Foz de Iguazu, do lado argentino), de onde, se você ficar um pouquinho parado olhando pra geleira, pode ouvir e ver pedaços de gelo caindo. Muito legal!

Gabriel, meu companheiro argentino, me explica que Francisco “Perito” Moreno foi um explorador portenho que, no século XIX, viajou pela Patagônia catalogando e descrevendo tudo que via. A geleira tem esse nome em homenagem a ele. Para saber mais tem um programa do canal Encuentro que conta um pouco mais a vida dele.

el calafate Perito Moreno

Francisco Pascasio Moreno, mais conhecido como o “perito” Moreno

 

Terminado o passeio, Ruben nos levou até a cidadezinha de El Calafate, mas antes nos mostrou uma formação rochosa super interessante na metade do caminho. As pedras parecem elefantes alinhados puxando a montanha.

Na cidade, fomos direto à agência do barco que faz o passeio no Lago Argentino onde estão as outras geleiras e os famosos “témpanos”, que são os pedaços de gelos flutuantes em várias tonalidades de azul.

Na pesquisa prévia que fizemos, havia diferenças de preço. Como a operadora do barco (Solo Patagonia, a mais barata, 900 pesos ou uns 80 dólares) não aceitava compras pela internet, mas nos avisaram que não havia problemas de vagas para este final de semana, deixamos para comprar no sábado mesmo. Nos disseram que na alta temporada é melhor não arriscar.

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Cerro Los Elefantes – Foto de Jose Parlatore

 

El Calafate: Onde se hospedar e comer

Finalmente, às 19h, chegamos ao hotel, a Hosteria Blanca Patagonia. Foi uma alegria ver que a vista do lago era exatamente o que dizia no site do Booking. Recomendo! Na promoção saiu por 85 dólares. Uma das outras vantagens foi que na excursão do dia seguinte estávamos no último hotel pelo qual eles passavam pra buscar os passageiros e o primeiro na volta, ou seja, mais tempo na cama.

Quarto com vista Perfeito para o inverno Para "mirar" em silêncio

 

el calafate isabel cordero

O pessoal não brinca em serviço! Foto: Facebook Isabel

De noite, fomos jantar em El Calafate. O jantar foi no Isabel, um restaurante recomendado pelo Ruben, que se especializa em comida no disco de arado. Comemos “cordero patagónico a cazadora”. Uma delícia!

Bem servido, quantidade suficiente para dois se pedirem uma entrada.

O restaurante, que tem este nome em homenagem a uma estrela pornô da Argentina, a Isabel “La Coca” Sarli, é muito bem atendido.

O curioso é que você pergunta para as garçonetes: você é daqui? E elas respondem: sim, sou daqui…faz cinco anos. O Rubem me respondeu do mesmo modo, sou daqui faz oito anos. Imagino que na alta temporada devem vir muitos trabalhadores que ficam poucos meses e vão embora. Então, se você fica mais de um ano, já vira local.

El Calafate: o Lago Argentino

Dia seguinte, domingo, 7h30 era o horário combinado, às 7h50 passou a van para nos levar ao porto de onde sai o barco para um passeio de 5 horas pelo Lago Argentino, maior lago do país.

Cinco horas, você pergunta? Eu também me perguntei o mesmo.

Mas era a atração número 2 do parque, segundo o Trip Advisor, a number 1 é obviamente o Perito Moreno. Então tinha que encarar.

Tem que lembrar que no barco não tem comida. Ou você leva uma vianda que o hotel prepara, que, na verdade, são sanduíches, fruta e água (100 pesos por pessoa), ou pode comprar os ingredientes no supermercado e preparar você mesmo. Optamos pelo segundo.

Dali avistamos as geleiras Upsala e Spegazzini, outros dois espetáculos da natureza.

el calafate Jorge Blanco - glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini – Foto Jorge Blanco

 

O passeio é deslumbrante!

Desde os primeiros minutos vale a pena, navegamos por uma espessa neblina matinal pelo lago de um verde cinzento e de repente víamos uma ilha de gelo azul flutuante passar pelo lado. E quando a neblina era menos espessa, se viam as montanhas como que se estivessem desenhadas com carvão no fundo de um céu branco. Uma sensação de irrealidade incrível.

Parecia que estávamos cruzando o Cabo da Boa Esperança e logo saíria o gigante Adamastor dos Lusíadas do meio da névoa para nos interpelar. No fim da manhã, com a neblina já levantada, era outra a paisagem, igualmente linda.

Este témpano era especialmente bonito porque tinha se inclinado, mostrando o gelo embaixo.
Obviamente não faltou o uísque com gelo pescado no lago pelo pessoal do barco.

Por incrível que pareça era a bebida relativamente menos cara em um lugar onde o café ou chá custavam 25 pesos. O uísque era Blenders, nacional mas tomável, saía por 36 pesos. O melhor era o gelo que não derretia.

Salud!

E que os deuses glaciais nos protejam dos Adamastores da vida!

Quem não quiser ir sozinho, por curtir El Calafate com os passeios armados por Argentina4U, parceira do blog.  É só clicar no banner abaixo e escolher o seu tour.

 

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Street MicroDocs: um mapa dos músicos de rua do mundo

Uma banda de jazz toca na Praça Saens Penha, na Tijuca, no Rio de Janeiro, dois acordoneonistas se apresentam em Viena, na Áustria, um percussionista faz seu show em Accra, Gana.

Você vê tudinho do seu computador!

Essa é um pouco a onda do STREET MICRODOCS, um projeto super bacana criado pelo gaúcho Daniel Bacchieri. Reúne vídeos curtos de músicos de rua do mundo inteiro, formando um grande mosaico sonoro “planetário”!

O mais bacana: todas as apresentações estão geo localizadas no Google!

Até a semana passada (23 de outubro de 2014), o projeto reunia 323 vídeos, enviados por 213 pessoas de 133 cidades de mais de 62 países. Números que são ampliados diariamente.

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El Afronte, “haciendo el aguante” do projeto na Argentina!

 

Da Argentina, o único vídeo que há no projeto até agora é o da grande El Afronte, a moçada gente fina que toca na Maldita Milonga, onde dou aula de tango nas quarta-feiras. Eles se apresentam também na feira de San Telmo, todo os domingos, em frente à igreja do bairro.

Salve! Salve!

Bora participar, argentinos!

 

 

Abaixo, uma rápida entrevista com Daniel:

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Em Sampa, onde vive agora. Foto: Facebook pessoal

1. Como surgiu esta ideia?

O primeiro registro em vídeo que fiz de um músico de rua foi durante uma viagem para Kiev, na Ucrânia, em agosto de 2013. Foi pouco tempo depois do Instagram disponibilizar a publicação de vídeos na plataforma. Meu primeiro reflexo foi o de fotografá-lo. No caso, um músico tocando bandura, um instrumento de corda típico do Leste Europeu.

Mas resolvi testar a narrativa em 15 segundos proposta pelo app, e percebi que era o suficiente para contar uma história, em forma de microdocs.
Meses depois me mudei para São Paulo (vivia em Porto Alegre) e fui morar próximo ao metrô Consolação, na Avenida Paulista, um dos pontos de maior circulação de artistas de rua da cidade.

Foi o estímulo para registrar novos artistas e criar a série a partir da hashtag #streetmicrodocs para identificar os vídeos – inicialmente na minha conta pessoal do Instagram. Ao mostrar o projeto para os amigos, um deles, o Max Laux, me aconselhou: ‘Por que você não abre uma conta própria pra série?’ No dia seguinte, a conta oficial do projeto ‘streetmicrodocs’ estava aberta no Instagram. O canal logo se tornou coletivo, com a ajuda de amigos, amigos de amigos, e atualmente com colaborações do mundo inteiro.

2. Qualquer pessoa pode participar? O que é preciso fazer?

Para colaborar, basta enviar um vídeo de 15 segundos de seu músico de rua preferido, ou da sua própria apresentação, para video@streetmicrodocs.com ou incluir a hashtag #streetmicrodocs no seu vídeo publicado em redes sociais. Assim encontramos o vídeo com a hashtag nas redes e compartilhamos no canal, a partir do Instagram.

Importante também identificar o nome do artista/grupo e o endereço da gravação (rua, cidade, estado e país). Inclua as contas em redes sociais, tanto do artista quanto de quem filmou: Instagram, Twitter, Facebook e Site Oficial.

Todos as apresentações estão geolocalizadas no Google Maps, que pode ser acessado NESTE link.

4. Como você alimenta o projeto?

O Street MicroDocs se espalhou por 3 caminhos: captações realizadas por mim aliadas a colaborações de pessoas que começaram a seguir o canal, além da pesquisa diária que faço sobre o universo dos músicos de rua, físico e virtual.

3. Há alguma regra especial?

A ideia é que o vídeo tenha no máximo 15 segundos, para ser atraente numa cultura tão acelerada quanto a atual, onde as pessoas entram em vários sites, verificam mensagens, tiram fotos e assistem a vídeos ao mesmo tempo. Mas todas as manifestações são válidas: música, graffiti, skate, poesia, teatro, malabarismo.

Instagram: http://instagram.com/streetmicrodocs

Google Mapshttp://bit.ly/1suMFdx

Facebook: https://www.facebook.com/streetmicrodocs

 

 

 

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Tá com saudades de música brasileira? Vai escutar o Mão na Roda!

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O show faz parte do Dia dos Cafés

O grupo MÃO NA RODA é um grupo de chorinho de Buenos Aires. Sim, os argentinos sabem tocar choro, e muito bem!

Tá duvidando? Pode ir conferir ao vivo, porque eles se apresentam neste domingo, às 19h, na Confitería del Hotel Castelar (Av. De Mayo 1152 – Montserrat). O show vai até às 21h.

A entrada é livre.

Formado em 2009, lançaram o álbum “Choro Brasilero” (2010). Atualmente o grupo é formado por: Anabel Bertoni (Flauta, Flautim), Ernesto Figerio (Pandeiro), Sebastián Luna (Cavaquinho, Bandolim, Guitarrón) e Sebastián Pérez (Violão).

Ousadíssimos, o Mão na Roda criou até uma versão linda do tango El Choclo mesclado com maxixe que ficou linda, mas deixo abaixo Doce de Coco, que amo! Música brasileira de qualidade.

 

 

O show faz parte do Dia dos Cafés Notáveis, comemorado em 26 de outubro. Confira a programação de música e teatro também em outras casas, a agenda cultural do Governo da Cidade.  

Além de escutar boa música, é uma chance de conhecer esta confeitaria e este hotel tradicional de Buenos Aires, o Hotel Castelar, inaugurado em 1929 e famoso por ter hospedado o poeta Federico García Lorca no quarto 704, de 1933 a 1934. Foi projetado pelo arquiteto Mario Palanti, o mesmo do Palacio Barolo. O lugar também tem um spa, do qual eu já falei várias vezes no blog .

 

Música brasileira – GPS para dias de banzo

 

orquestra saideira

Orquestra Saideira

 

Há nova geração de músicos argentinos que está arrasando na interpretação do nosso repertorio! Nada de Garota de Ipanema. O negócio é samba de raiz, frevo, baião, maxixe, chorinho. Impressionante.

Grupos como Saravá Samba, Cafundó Samba Reggae, Malandragem, Patuá, Falsos Baianos, Orquestra Saidera, Mão na Roda e Samba da Antiga, para nomear alguns, são todos formados por hermanos com repertório brazuca.

Um dos grupos mais conhecidos na cidade é o Malandragem, formado por onze músicos “enfermos” pelo samba, que já gravaram dois discos e fazem ponte aérea para a Lapa. Tocaram, inclusive, com Teresa Cristina quando a cantora esteve em Buenos Aires, no mês passado.

Cavaquinho, violão de sete cordas, banjo, repique de mão, pandeiro, ganzá, reco-reco, cuíca. Os meninos têm tudo. E mais, têm um fã clube já considerável, que os prestigia todos os domingos em um bar de San Telmo.

Outra boa surpresa é a Orquestra Saidera, que traça um arco que vai desde os primeiros clássicos da MPB, como Ary Barroso, até Hermeto Pascoal e Chico Buarque. São 17 músicos, inspirados pela Orquestra À Base de Sopros, de Curitiba.

 

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Talents Buenos Aires: Universidad del Cine busca cineastas

talents buenos aires logo Se você estuda cinema, não pode deixar de ler este texto!

A Universidad del Cine está convocando jovens profissionais de cinema – diretores, escritores, fotógrafos, montadores, produtores, engenheiros de som, críticos e jornalistas – para o TALENTS BUENOS AIRES 2015, que vai rolar entre entre  17 e 21 de Abril de 2015. São cinco dias de workshops, master classes e discussões.

Este é um dos principais eventos de cinema para quem está começando a carreira, e acontece paralelo ao Festival de Cinema Independente de Buenos Aires, o BAFICI. Está na 10a edição e é uma oportunidade de descobrir e aprofundar as novas tendências do cinema contemporâneo, com aulas teóricas e práticas.

Duas coisas importantes: este ano o Brasil é o país convidado e pela primeira vez está aberta a convocação para atores!

talentas buenos aires_2014

A galera deste ano

 

O Talents foi fundado durante o Festival de Berlim em 2003, em parceria com o Berlinale Talens- e desde o início teve como objetivo criar uma plataforma onde os jovens cineastas de diferentes regiões pudessem se conectar uns com os outros, e também com cineastas experientes, para dar os primeiros passos na indústria do cinema.

Não entendi se os custos são pagos, mas só o fato de entrar para este time creio que já vale.

Cliquem AQUI para ver como participar e acompanhem as novidades também por Facebook 

Entre os resultados deste projeto estão os Videominuto, como o que você pode ver abaixo:

UN LUGAR / work in progress from Hugo Gimenez on Vimeo.

 

Talent Press: tem lugar pra jornalista!

Talents Buenos Aires

A trabalhar, minha gente!

Amigos do teclado: há um talent para quem escreve sobre cinema!

TALENT PRESS é um programa teórico-prático, organizado especialmente para críticos, estudantes de comunicação e jornalistas especializados em textos sobre cinema.

Oferece a oportunidade de fazer reportagens, entrevistas e crônicas durante o BAFICI.

Os artigos desenvolvidos durante esta semana são publicados em diferentes meios, como Sin aliento (publicação oficial do BAFICI), site do Talent Press do Berlinale Talents e Otroscines.com

As oficinas estão a cargo dos conhecidos críticos argentinos Eduardo Antin (Quintín), Diego Batlle e Diego Lerer.

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